Domingo, Março 25, 2007

deixei de estar aqui

para passar a estar aqui.

Quarta-feira, Março 14, 2007

lotus 2.0

aqui.

Domingo, Março 11, 2007

domingo à noite na tv

na rtp memória amália jamma em coliseu lotado inícios de 80's fado e desvairo como só ela pede as canções pedidas e cilindra o markl-herman still not funny at all depois ter visto incrédulamente a chafurdarem na merda que sempre criticaram o zink a pinto correio pláglia e o argentino de que nunca me lembro o nome e ainda bem apesar da filha ser gira mas escrever tão vácuamente quanto o pai ah já sei o quevedo os quevedos só o one man show josé pedro do burro tentar salvar o que é corpse nauseabundo mas engana-se engasga-se tanto só a iva não tem culpa também está uns degraus abaixo do que é preciso para arcar tamanha enormidade e isso é um elogio naive oh malhão amália como i don't give a shit about my legend let's roll na grande noite do fado a maior que deveria ser eleita a portuguesa do séc. XX e não aquela meia meia dúzia de manipuladores políticos que está entre os 1ºs 10 acabou.

Sexta-feira, Março 09, 2007

disco do ano 1


Quarta-feira, Março 07, 2007

não vale a pena dizer nada é ir ouvir a correr os dois melhores discos seguidos não seguidos de qualquer banda.

Terça-feira, Março 06, 2007

colheita 2006


oscarwise speaking. basta chegar aos primeiros 30 minutos de little miss sunshine e à cena do gelado para perceber que este é o melhor filme da colecção deste ano dos nomeados e óscarizados pela academia. o drama/comédia on the road at the yellow w van indie da família americana&disfuncional - all families are psychotic - com excelentes interpretações dos actores principais (todos os 6, incluindo a pequenita). o sufjan stevens ouve-se em fundo paisagístico e faz esquecer o belo filme do scorcese - com esse pequeno próximo monstro do cinema americano, o di cap, que muita gente ou talvez só eu acha que é o único tipo capaz de se tornar o próximo brando e até ganhar aquele peso todo - ofusca as lantejoulas da first half de dreamgirls, confronta no ringue pelo esforço de equipa o idi amin best male merecidíssimo do 2 vezes grande forest, ganha a melhor de três ao humanismo do e da brilhante the queen, e descarna até ao osso o médio-bom e «ligeiramente» presunçoso babel. o labirinto do fauno está noutro óptimo mas paralelo universo, e lms acaba por ganhar o óscar principal aqui no meu dvdtvset.
ah, ainda não vi o dos nipónicos.

Domingo, Março 04, 2007

1966 plus one




Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007

Charlotte 4 ever

Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007

de 2006 para 2007, ainda um dos discos do ano.


Segunda-feira, Dezembro 18, 2006

tributo

se bem que a redenção audio pareça neste momento distante - mas às vezes é só uma questão de um tempo - a homenagem video que os põe na plateia, é simplesmente brilhante. ahead, again.a música como uma religião.

Quinta-feira, Dezembro 14, 2006

para 2007

a gem.

Domingo, Novembro 26, 2006

borat letterman beck

Quinta-feira, Novembro 23, 2006

bks


REVOLUTION
The Making of The Beatles White Album
David Quantick

This intelligent and antertaining book is an in-depth analysis of the songs, the times and the personalities that together made this album so memorable. David Q. reveals the intimate ceative processes of the band, and examines the ultimate significance and lasting of this genre-defying album.

bks




Hard Core Logo
Michael Turner

Every band has a story to tell. Hard Core Logo'd begins in 1977, when lead singer Joe Dick was eighteen; it was already his ninth band. trashing its way through one-night gigs in bars and legion halls, the band became an instant punk legend, but changing times and styles forced its break-up. However, a reunion gig years later fires up the passions of what brought the band together in the first place, leading to a reunion tour.

Terça-feira, Outubro 03, 2006

e-migrante e-migrante

Por motivos de emigração temporária, este relógio vai estar parado até meados de Novembro. Obrigado.

Quarta-feira, Setembro 13, 2006

they're back! they're coming!

Segunda-feira, Setembro 11, 2006

Quarta-feira, Agosto 23, 2006

on the beach...

Terça-feira, Agosto 01, 2006

drock loucura mod


vou ali já venho à coruna noroeste pop-rock fest na playa dia 3 the sunday drivers mit paul weller. expect old jam songs as in the crowd, thick as thieves, ghosts and running on the spot. raro! a loucura total será piscar o olho a gijón e sábado perder o avião para o faial e apanhar o heli para a zambujeira just in time to go one step beyooooooond! go back into the future, ma'am...

Segunda-feira, Julho 24, 2006

summer bookshelf





Quarta-feira, Julho 12, 2006

as was now

Terça-feira, Julho 11, 2006

rip syd



Ainda há dias espreitava 50 mil pessoas em Hyde Park. Myth.

Sexta-feira, Julho 07, 2006

Neu Raio X!
























Saiu esta semana o primeiro número da nova vida do Raio X, um jornal quinzenal dedicado quase exclusivamente à música, e a muita da qual se faz por cá. É de comprar, a €1.

Por curiosidade, assino a coluna Pop'n'Roll.

Quinta-feira, Julho 06, 2006

grande mangueira(da)

R:kill all french.

underground londoners

Quarta-feira, Junho 14, 2006

meet not blue











Um amigo já me tinha avisado: cuidado, pode tornar-se um vício.
Meet not blue - couldn't help it! off Narciso pt II.

Sábado, Junho 10, 2006

all summered up and somewhere to go!...


Terça-feira, Maio 23, 2006

Bingo!


















«E você é o rosto da derrota eleitoral.»
Ricardo Costa para Manuel Maria Carrilho,
encerrando o debate.

Sexta-feira, Maio 19, 2006

Now That's What I Call Quite Good

Quarta-feira, Maio 10, 2006

DoMoDingo

Terça-feira, Abril 25, 2006

the importance of being W...




ps - not so bad after all, hey? thanks, fab one!

Quinta-feira, Abril 20, 2006

LND

Lotus not dead. For sure.

Terça-feira, Abril 18, 2006

Milburn



Mais uma banda da «nova» Sheffield a descobrir. Na primeira parte dos Arctic, em toda a Europa, menos em Lisboa, por «culpa» do que está aqui por baixo...

Segunda-feira, Abril 17, 2006

Sexta-feira, Abril 07, 2006

here comes the weekend

ontem o zé diogo quintela - por acaso o fave fedorento ainda antes de saber que era o único sportinguista - estendeu-me a mão e cumprimentou-me educadamente, dias depois do eduardo madeira ter convivido alegremente com as bocas reaccionárias da minha pessoa e - pasme-se - o zé pedro me ter abraçado de modo honesto e comovido. alguém me explica o que se está a passar e, já agora, o que vem aí?

Quinta-feira, Abril 06, 2006

PUB#

Quinta-feira, Março 30, 2006


pub#

Quarta-feira, Março 29, 2006

o órgão delas


Simplesmente a melhor banda feminina de todo o sempre.

Terça-feira, Março 28, 2006

pub#

Quarta-feira, Março 15, 2006

pub#

68-86-06

Não, não são medidas impossíveis mas sim datas cíclicas de reacções, na rua, a medidas impossíveis de aturar.
Jospin quer limitar o acesso e facilitar o despedimento no 1º emprego a jovens que acabem os seu cursos e escolaridades obrigatórias. E isso é muito feio.
Na rua, mantendo uma tradição de 20 em 20 anos, a mítica Sorbonne faz o remake do seu filme da revolução. Ultrapassado? Não sei, mas bem mais activo do que noutras paragens onde 18 mil jovens do país mais em crise da União Europeia se "manifestam" deliciando-se ao som de ProZZZZZZZZZZZZZZack Johnson...

Domingo, Março 12, 2006

C'mon let's go

Segunda-feira, Março 06, 2006

jon&marty

Jon Stewart foi aquele que até agora mais se aproximou do Mestre na famosa apresentação da Oscar night, especialmente naquela parte pós intervalo sobre a Igreja da Cientologia - não, não falo de nenhum cow or sheepboy com telhados de Crystal, mas sim do one and only Steve Martin, que ainda assim nos brindou com um brilhante cameo no início da sessão...
Ou seja, Jon Stewart não deve voltar a apresentar, pelas reacções dos presentes VIP, e resta-nos revisitar a brilhante prestação de Steve Martin em vídeo há uns anos atrás...

Quarta-feira, Fevereiro 15, 2006

King Monkeys



Cada vez mais um vício diário, este first dos Arctic Monkeys é um natural born clássico, antecedido pelas demos free online, e agora paradoxalmente recorde da venda mais rápida de sempre de um 1º disco...

Ao contrário dos poor ol' bastards do costume, sei que este não-hype vai prolongar-se por muito mais do que Maio, oportunidade única para se ver em Portugal algo no pico da sua actualidade e pujança. Imperdível agora e depois.

Sábado, Janeiro 28, 2006

on it's way

Quinta-feira, Janeiro 26, 2006

Espaço Público:

Quarta-feira, Janeiro 18, 2006

back in black

Segunda-feira, Janeiro 16, 2006

kUkU

...Ando a ouvir isto. E recomendo

Segunda-feira, Dezembro 12, 2005

Natal é quando a clientela quiser...



Levarei de bom grado todos os exemplares que encontrar na Fnac do disco de Natal da Diana Krall para a incineradora, esquecerei (sacrilégio!) o disco de Natal do Brian Wilson, ignorarei até a Orquestra de Salvação a tocar no Rossio, para ouvir, de headphones bem enterrados, este, o meu disco de Natal.

Quarta-feira, Novembro 23, 2005

bret pack

Temo o pior. De Pedro Rolo Duarte à capa do suplemento Mil Folhas, do Público, de João Lopes a qualquer dia Francisco José Viegas (!), todos aclamam igualmente Lunar Park e Bret Easton Ellis, anos passados de desatenção e incredulidade.
O enfant terrible cresceu e reapareceu ou a importância das coisas toma sempre o seu lugar, mesmo contra os seus habituais censores e agora ex-detratores?
O pior? A capa do JL, por exemplo...

Terça-feira, Novembro 15, 2005

Lançamento AVS - imagens.





Segunda-feira, Novembro 14, 2005

pronúncia do norte

ABSexo=AVSexo?
Hoje, 24h, TVI.

Sexta-feira, Novembro 11, 2005

gotta share this!...

Quinta-feira, Novembro 10, 2005

Quero isto já!...

Sábado, Outubro 29, 2005

iTop 25 - semana #5

  1. Juicebox The Strokes
  2. Fall Editors
  3. Everything I've Got In My Pocket Minnie Driver
  4. How Kind of You Paul McCartney
  5. The Ballad of Etiquette Richard Jobson
  6. Neighborhood #3 (Power Out) The Arcade Fire
  7. All Sparks Editors
  8. Gatekeeper Feist
  9. The Pebble And The Boy Paul Weller
  10. The Lover Richard Jobson
  11. The Happiness Of Lonely Richard Jobson
  12. Neighborhood #4 (7 Kettles) The Arcade Fire
  13. Fuck Forever Babyshambles
  14. Best Chance We’ve Ever Had Big Star
  15. She Sings The Mourning (BBC Radio 1, Lamacq Live) The Coral
  16. Horizontal The Dead 60s
  17. Under the Rainclouds Richard Jobson
  18. A Conjunction of Drones Sufjan Stevens
  19. Clean Up For Christmas Aimee Mann
  20. Come Home The Coral
  21. Leão de Fogo Delfins vs SCP
  22. Munich Editors
  23. Blood Editors
  24. Outsiders Franz Ferdinand
  25. Winter in the Hamptons Josh Rouse

grip davs

Sexta-feira, Outubro 28, 2005

Oh, what a great 2005 so far!!!
















Domingo, Outubro 23, 2005

iTop 25 - semana#4

  1. Juicebox The Strokes
  2. Fall Editors
  3. Everything I've Got In My Pocket Minnie Driver
  4. How Kind of You Paul McCartney
  5. Neighborhood #3 (Power Out) The Arcade Fire
  6. Leão de Fogo Delfins vs SCP
  7. Gatekeeper Feist
  8. The Pebble And The Boy Paul Weller
  9. The Ballad of Etiquette Richard Jobson
  10. The Lover Richard Jobson
  11. Best Chance We’ve Ever Had Big Star
  12. She Sings The Mourning (BBC Radio 1, Lamacq Live) The Coral
  13. Horizontal The Dead 60s
  14. All Sparks Editors
  15. Under The Rainclouds Richard Jobson
  16. The Happiness Of Lonely Richard Jobson
  17. A Conjunction of Drones Sufjan Stevens
  18. Neighborhood #4 (7 Kettles) The Arcade Fire
  19. Fuck Forever Babyshambles
  20. Come Home The Coral
  21. Winter in the Hamptons Josh Rouse
  22. Alcohol The Special AKA
  23. Chicago Sufjan Stevens
  24. Clean Up For Christmas Aimee Mann
  25. Munich Editors

Sábado, Outubro 15, 2005

O.D.E. au S.A.L.



Vou
de norte a sul
sempre junto ao mar
sempre a respirar o sal

Vejo sempre tudo azul
sinto a pele a gretar
sempre a entranhar o sal

A queimar o meu passado!
a curtir o meu futuro!
e a sede a crescer
e o rosto a envelhecer

a queimar o meu passado!
a curtir o meu futuro!
e a carne a arder
e nada mais irá crescer…

Vou
de norte a sul
sempre junto ao mar
sempre a respirar o sal

Eu levo em mim o sal
p’ró desgaste da viagem
é a droga que me faz andar
eu levo em mim o sal

A queimar o meu passado!
a curtir o meu futuro!
e se o choro me secar
é o sangue a salgar

a queimar o meu passado!
a curtir o meu futuro!
e o suor se me esfriar
é o sangue a cortar

É o sal a entrar
é o sal a queimar…


*curtir
(fig.)
calejar;
endurecer;
acostumar;
suportar;
sofrer, aguentar;
maltratar.

Sexta-feira, Outubro 14, 2005

iTop 25 - semana#3

How Kind of You - Paul McCartney
The Pebble And The Boy - Paul Weller
Neighborhood #3 (Power Out) - The Arcade Fire
Out Take 1 - Brad Paisley
Out in the Parkin' Lot - Brad Paisley
Gatekeeper - Feist
Juicebox - The Strokes
A Conjunction of Drones - Sufjan Stevens
Chicago - Sufjan Stevens
Neighborhood #4 (7 Kettles) - The Arcade Fire
Fuck Forever - Babyshambles
Best Chance We’ve Ever Had - Big Star
World - Brad Paisley
Flowers - Brad Paisley
Horizontal - The Dead 60s
>Jack On Fire - Gun Club
Mother Of Earth - Gun Club
Postcard - Jon Brion
Why Won't You Tell Me What - Josh Rouse
Everything I've Got I My Pocket - Minnie Driver
Promise to You Girl - Paul McCartney
From The Floorboards Up - Paul Weller
Ballad of Etiquette - Richard Jobson
The Lover - Richard Jobson
Under The Rainclouds - Richard Jobson

oh my my...

Feio é fumar é o lema da mais recente campanha anti-tabagista na TV, direccionada para as camadas mais jovens. O anúncio mostra três top models a prepararem-se para uma saída à noite, com visual tirado de um video qualquer da Lil' Kim ou afins. Mas a caminho, a cena do elevador é tão, tão ridícula, que apetece logo dar uma passa.
Não sei se eles acham que os jovens são estúpidos, mas piadas tipo dah! ameaçam não surtir qualquer efeito. Está-se mesmo a ver: um daqueles criativos de uma multinacional qualquer teve uma idéia brilhante, a fim de justificar excacerbado salário, e brindou-nos com este autêntico traque mental...

quase quase

Se a festa dos 7 anos do Lux foi a festa mais surpreendente que a cidade de Lisboa ofereceu nas últimas décadas, a 3ª festa dos Quase Famosos , desta vez no Frágil, foi a festa mais há muito esperada na cidade de Lisboa. Ou em que festa é que se poderia dançar e cantar ao som de Franz Ferdinand, Inspiral Carpets, The Pogues, The Smiths, The Rapture, The Beatles, Oasis, Morrissey, Kaiser Chiefs, Dead or Alive, The Comunards, Joy Division, B52's, Pulp, The Arcade Fire and so on and on and on...?
Próximo degrau no Lux/Cv - Já! - e depois só resta o Pavilhão Atlântico!...

Espaço Público:



Os blogs, como é sabido, servem para muito mais do que para o espreguiçar de egos auto-absorvidos. E por isso servem também para dar espaço ao que os outros fazem, dizem, pensam. Quando vale mesmo a pena...

Segunda-feira, Outubro 10, 2005

RTP1 ontem/hoje-valeu a pena rever

Instant classic


... 6 anos não é muito tempo quando se lança um livro como este, não é nada, Lunar Park tem muitas vidas dentro.
Para mim é o melhor Bret de sempre, ultrapassando o clássico American Psycho e tornando Ellis numa das grandes referências da literatura contemporânea alternativa, «envelhecendo» como o tinto e como Coupland já o havia feito antes. É um livro absolutamente imprescindível, para quem se interessa por mais que literatura condicionada. É um livro que apetece ler, reler, escrever, sofrer...
Easton em entrevista.

Sexta-feira, Outubro 07, 2005

iTop 25 - semana#2

  1. Out Take 1 - Brad Paisley
  2. How kind of you - Paul McCartney
  3. Juicebox - The Strokes
  4. Chicago - Sufjan Stevens
  5. Neighborhood #3 (power out)- The Arcade Fire
  6. Fuck Forever - Babyshambles
  7. Gatekeeper - Feist
  8. From the Floorboards Up - Paul Weller
  9. The pebble and the boy - Paul Weller
  10. Neighborhood #4 - The Arcade Fire
  11. Crown of Love - The Arcade Fire
  12. Best chance we've ever had - Big Star
  13. World - Brad Paisley
  14. Flowers - Brad Paisley
  15. Out in the parkin' lot - Brad Paisley w/ Alan Jackson
  16. Reno - Bruce Springsteen
  17. Control this - The Dead 60s
  18. Horizontal - The Dead 60's
  19. You could have it so much better - Franz Ferdinand
  20. Jack on fire - The Gun Club
  21. Postcard - John Brion
  22. Healthy Choice - John Brion
  23. Going missing - Maximo Park
  24. Everything i've got in my pocket - Minnie Driver
  25. Mucky fingers - Oasis

#PUB


272 págs.
Preço(c/IVA) 14,5 EUR
ISBN 989-555-149-5
1ª Edição
10 Outubro de 2005

Arte vs Sexo contém 69 histórias que confrontam os dois vícios mais antigos do mundo. São 69 casos de amor à parte que resumem de modo bastante directo o dia-a-dia do cidadão incomum. Entre fantasmas de um passado ejaculado, suores frios de um presente carente e a sombra de um futuro libidinoso em perigo, algumas delas sugerem indirectamente pessoas reais da sociedade nacional e internacional, mas qualquer semelhança entre essas pessoas e as suas acções enquanto personagens inventadas destas histórias é pura fricção.

Quarta-feira, Outubro 05, 2005

LUX 7

A festa dos 7 anos do Lux foi uma das melhores festas de sempre da capital lisboeta e arredores europeus: pela surpresa, pela idéia, pela construção, mais uma vez pela inovação... Manuel Reis é um dos cidadãos que, desde o Frágil anos 80, mais contribui culturalmente para a riqueza de um imaginário social nacional. Não é exagero, este homem merecia uma estátua viva...
Muito mais haveria a dizer sobre esta noite madrugada onde esteve toda a gente, mas creio que disso se encarregarão muitas conversas lembras-te daquela festa?... em anos vindouros.

PS- Não encontrei tennis to match - mas também não fui à pesca!

Sexta-feira, Setembro 30, 2005

iTop 25 - semana#1

  1. Juicebox - The Strokes
  2. Out Take 1 - Brad Paisley
  3. From the Floorboards Up - Paul Weller
  4. Fuck Forever - Babyshambles
  5. Control This - The Dead 60s
  6. English Tea - Paul McCartney
  7. The Pebble and the Boy - Paul Weller
  8. Clean Up for Christmas - Aimee Maan
  9. Get Back - The Beatles
  10. Here Comes the Sun - Belle & Sebastian
  11. One Too Many Mornings - Johhny Cash & Bob Dylan
  12. World - Brad Paisley
  13. So Long Ago - The Coral
  14. A Warning to the Curious - The Coral
  15. Horizontal - The Dead 60s
  16. Blood - Editors
  17. Later Monday - John Brion
  18. Time Honoured Tradition - The Kaiser Chiefs
  19. Graffiti - Maximo Park
  20. Going Missing - Maximo Park
  21. Mucky Fingers - Oasis
  22. Love Like A Bomb - Oasis
  23. Week in Week out - The Ordinary Boys
  24. How Kind of You - Paul McCartney
  25. At The Mercy - Paul McCartney

Terça-feira, Setembro 27, 2005

Quinta-feira, Setembro 22, 2005

3 Outubro onstore!

November spawned a monster?



Quarta-feira, Setembro 21, 2005

Domingo, Setembro 18, 2005

atmosphérica...




Minnie Driver - sim, essa - no seu primeiro disco de Outubro 2004.

Segunda-feira, Setembro 12, 2005

Podia ter sido muito melhor com...

O segundo disco dos Franz é um bom disco, mas podia ser melhor. Obedece demasiado ao epíteto «segundo álbum difícil», tal como acontecera com o segundo dos Strokes, e joga pelo seguro. Mas é quando os Franz arriscam que conseguem os momentos mais interessantes do disco: como, por exemplo, na pérola «Eleanor put your boots on», ou em «Fade Together». O Macca continua portanto à frente, em empate técnico com Weller, neste pré-Natal que se avizinha.

Sábado, Setembro 10, 2005

Jon Brion


Retransformou as bandas sonoras originais em álbuns. Notou-se em «Magnolia», depois em «Meaningless» e «Punch-Drunk-Love», mas a receita apurou-a em «The Eternal Sunshine of the Spotless Mind» e especialmente no recente «I Heart Huckabees», onde pontua o single «Knock Yourself Out».
O esquema é o seguinte: belas canções pop entrelaçadas com música acidental. Puro deleite.
Para o conhecerem melhor, a Rolling Stone falou com ele, e a Pitchfork deu 7/10. Not bad, hey?!

hope i get old before i die

Três discos do ano da segunda idade:



Quinta-feira, Setembro 08, 2005

03.10.05

Segunda-feira, Agosto 29, 2005

going south

7 mares. back on 7 September. Vejo-vos!

Domingo, Agosto 28, 2005

well, is it worth to listen to this portuguese band?



Sim, para já pela intenção.

Quinta-feira, Agosto 25, 2005

... e a 10 Outubro:



PAUL WELLER has announced that his new album, ’AS IS NOW’ is to be released on October 10.

The 14 tracks were recorded in two weeks at Oasis’ Wheeler End Studio.

The tracklisting will be:

‘Blink And You’ll Miss It’
‘Paper Smile’
‘Come On / Let’s Go’
‘Here’s The Good News’
‘The Start Of Forever’
‘Pan’
‘All On A Misty Morning ‘
‘From The Floorboards Up’
‘I Wanna Make It Alright’
‘Savages’
‘Fly Little Bird’
‘Roll Along Summer’
‘Bring Back The Funk (Pts 1 & 2)’
‘The Pebble And The Boy’

The second single from the album, ’Come On / Let’s Go’, will be released on September 26. Weller and his band will be touring the UK and Ireland this November/December.
Además, tal y como ya se ha anunciado, Paul Weller presentará su nuevo álbum en dos conciertos organizados por Iguapop, las entradas para los cuáles ya están a la venta a un precio de 30€. Los detalles de la gira española de Weller son estos:

+ 01.11.2005 - Barcelona (Sala Razzmatazz 1)
+ 03.11.2005 - Madrid (La Riviera)

absolutamente indispensável em qualquer época



.

Sexta-feira, Agosto 12, 2005

16 Agosto

Quarta-feira, Agosto 10, 2005

no comment... yet!

Quinta-feira, Agosto 04, 2005

south by southwest

maximo park oasis kasabian josh rouse thrills peaches vicious 5 athlete doves the kills e outros.
back on wednesday.

Quarta-feira, Agosto 03, 2005

69 minutes for 9 songs& real poetic sex



A poesia está em quem a apanhar. 9 Songs é um filme de fogo e gelo, onde as canções e as suas letras têm mais importância do que aquela que lhe estão a dar: as letras são guião, são contra-guião, são mote de entrelaçar de corpos e de almas fugidias. Não, não sejam idiotas! Como disse Erica a psicóloga sexual do Júlio de Matos(!!) não se trata de pornografia nem de erotismo. Aquilo espelha o real, que já não deveria ser tabu em nenhuma parte do mundo civilizado. E sim, a maneira como as bandas estão filmadas é importante, Pedro Mexia, longe dos clips encomendados por editoras que pululam por todos os canais abertos de cabo. Não sei se os lives das bandas aparecem como separadores das cenas de sexo ou o contrário! Pura energia, raw, o evento pelo olho de quem o vê e respira. Tal como a relação dos protagonistas que é filmada em 9 Songs. E as letras também, Pedro Mexia, não creia que precisemos do DVD em casa para em modo de pausa integrarmos as letras das canções no enredo, nem tão pouco de sermos os super espectadores que as consigam descodificar na sala, mais, nem que isso seja pretensiosismo algum por parte do realizador... Afinal os filmes «normais» têm muito mais legendas que 9 Songs, e as canções do filme unificam-se nos seus 2 versos-refrão-1 verso-refrão. Simples e directo, na minha opinião, mas eu não tenho que dizer coisas no palco das conferências...
Foi bom ouvir João Lopes, o lúcido e intemporal João Lopes, a quem tiro o chapéu antes da vénia. É bom ouvir alguém deste país que acompanha os tempos do cinema, da música, da estética, da sociologia. Bola de bowling para todos os críticos do Público que encheram 9 Songs de bolas pretas. Afastem-se. Deixem 9 Songs passar. A não ser que prefiram ser derrubados...

Segunda-feira, Agosto 01, 2005

Faraway So Close




Filmes gémeos, partilhando o excelente Mark Ruffalo, que nos fazem perceber que estopadas pseudo arty como o Closer ficam a milhas do que realmente conta. Para serem vistos de seguida e por ordem aleatória...

Domingo, Julho 31, 2005

No bom caminho?...



A revista Q traz este mês uma fabulosa compilação (as almost always...) intitulada Here Comes the Sun. Ideal para ouvir no Verão do ano inteiro, agrupa Weller, The Magic Numbers, Mamas and Papas, Feeder, Teenage Fanclub, Elliot Smith, Mercury Rev, Big Star, Bright Eyes...

O semanário Blitz, que nos últimos 3 números apresentou algumas capas de iniciativas editoriais de consolidação (on the road com vários grupos nacionais, a história de Vilar de Mouros, o Salão Erótico...), tenta agora, através da direcção de Vitor Raínho, encontrar um lugar mais abrangente para a sua existência. Mas mais abrangente nem sempre quer dizer pior, apenas diferente (disse-me uma codorniz que Raínho pretendia abandonar a ideia dos lançamentos de discos de bandas com o jornal e fomentar a criação de colectâneas que possam dar outra mais valia à edição. Como o fazem, há muito, a Uncut, a Q, a Record Collector e outras...).
Se a direcção anterior do Blitz já tinha sido responsável por uma lavagem de cara que graficamente punha o Blitz uns furos acima do fanzine que muitos gostariam que fosse (Ora essa! Não há a Mondo Bizarre?...), Raínho, debaixo das críticas habituais de velhos do Restelo, poderá dar ao Blitz a consistência de um jornal com mais de duas décadas de carreira. Ou seja, já não se vai para ali brincar nem enxovalhar ninguém, e essa parece ser a linha da mudança. Mas também não sei se isso não implicará a remoção de alguns tumores ou se, por outro lado, a quimioterapia bastará...

Sábado, Julho 23, 2005

it´s a family affair...



Ontem foi um dia estranho, feito de imprevistos, quando planeava uma existência calma para um dia de pré-concerto, na ressaca de uma tarde histórica no Parlamento. Entre dentistas de milhões de euros e reencontros de há 15 anos atrás, entre um não jantar e uma noite de medalhão 54 ao peito, acabei com isto no bolso... E não me perguntem como, mas asseguro que não houve dedo da Mansonaria...

Segunda-feira, Julho 04, 2005

Drove downtown in the rain nine-thirty on a Tuesday night,
just to check out the late-night record shop.
Call it impulsive, call it compulsive, call it insane;
but when I'm surrounded I just can't stop.

It's a matter of instinct, it's a matter of conditioning,
It's a matter of fact.
You can call me Pavlov's dog
Ring a bell and I'll salivate- how'd you like that?
Dr. Landy tell me you're not just a pedagogue,
cause right now I'm

Lying in bed just like Brian Wilson did
Well I'm lying in bed just like Brian Wilson did.

So I'm lying here, just staring at the ceiling tiles.
and I'm thinking about what to think about.
Just listening and relistening to Smiley Smile,
and I'm wondering if this is some kind of creative drought
because I am

Lying in bed just like Brian Wilson did
Well I'm lying in bed just like Brian Wilson did.

And if you want to find me I'll be out in the sandbox,
wondering where the hell all the love has gone.
Playing my guitar and building castles in the sun,
and singing "Fun, Fun, Fun."

Lying in bed just like Brian Wilson did
Well I'm lying in bed just like Brian Wilson did.

I had a dream that I was three hundred pounds
and though I was very heavy,
I floated 'til I couldn't see the ground
I floated 'til I couldn't see the ground
Somebody help me, I couldn't see the ground
Somebody help me, I couldn't see the ground
Somebody help me because I'm

Lying in bed just like Brian Wilson did
Well I'm lying in bed just like Brian Wilson did.

Drove downtown in the rain nine-thirty on a Tuesday night.
Just to check out the late-night record shop.
Call it impulsive, call it compulsive, call it insane;
but when I'm surrounded I just can't stop.

Segunda-feira, Junho 27, 2005

I luurrrve summer festivals!

No Comment Films online!

A No Comment Films tem blog próprio. Abriu aqui e além de outras produções recentes, apresenta roadmovie@madrid 2005.A conferir.

Sábado, Junho 18, 2005



Começa da melhor maneira com House of Love, Ian McCulloch e Pixies, passa por Lilac Time e Fatima Mansions e acaba magistralmente com John Cale. Hoje lembrei-me como este disco de homenagem ao buda Cohen era bom, e foi o Shrek na TV que mo lembrou há dias...

Sexta-feira, Junho 10, 2005

Logo à noite...



...levo-a a tiracolo!

Segunda-feira, Maio 30, 2005

Em todos os sentidos...



On the road movie hasta Aqualang, Madrid. Adios. Vou celebrar o Nee! holandês em terras de Sua Majestade, ao vivo com uma banda das terras de outra Sua Majestade. Deixo para trás o Portugal do futebol, do Quinto iMPÉRIO das celebridades e do IVA a 21 + os políticos ricos&pobres de sempre.
Encontramo-nos depois, a Sul, nas águas a Norte de Marrocos ou em S. Brás na ceia do fim de tour, isto se nenhum aubergue espanhol me reter, como Desejado. Seja bem-vindo quem vier por bem...

Domingo, Maio 29, 2005

J'attend...

Non, je ne regrette rien...
Non, ou a vã glória de mandar...

Quinta-feira, Maio 26, 2005

haja luz

Nem tudo são más notícias do governo PS...

Quarta-feira, Maio 25, 2005

E não Duran...E não Duran...



As opiniões eram unânimes, no bar do Coliseu: que o Simon continuava a não cantar um c******, que o som estava uma m****, que esta versão Las Vegas dos Duran não valia um corno! Lá dentro, três mil e tal pessoas de lenços à cabeça, membros honorários da grande nação RFM, celebravam efusivamente o show. Sou um homem de sorte.
Sorte porque em 1982 assisti à versão original em Cascais, ainda que o John Taylor não tivesse tocado; sorte porque hoje sei ver as diferenças; sorte porque para a semana vou estar em Madrid a ver os Oasis num clube com a capacidade de mil e tal lugares. E por isso não me posso queixar. Nem queixar de o concerto dos Duran ter sido a coisa mais insípida a que assisti nos últimos tempos... Valeu pelas conversas no pré/durante/pós concerto. Valeu porque ainda estamos vivos e somos testemunhas. E sim, três mil e tal pessoas podem estar enganadas...

Terça-feira, Maio 24, 2005

Welcome back, Jack!



Que bela surpresa! E a pilha de livros aumenta...

Segunda-feira, Maio 23, 2005

Don't beLIEve the hype...



Parece que cada vez mais o caminho é escolhermos uma mão cheia de pessoas que gostamos de ler por razões várias, e passarmos a ler apenas essas pessoas em vez dos média na(s) generalidade(s).
Isto a propósito de «A Queda», terceira versão cinematográfica das memórias de Traudl Junge, depois de «The Last Ten Days» (1973), com Alec Guinness, e de «The Bunker» (1981) com Antony Hopkins.
Tendo lido o livro de memórias da própria Traudl, «Até ao Fim:Um Relato Verídico da Secretária de Hitler», e também visto o DVD-entrevista «Blind Spot - The Secretary» (2002), fui curioso a uma daquelas sessões da meia-noite em que a sala de cinema se transforma na nossa sala de projecção particular... E o que tinha lido sobre o filme, inclusivé a famosa polémica do modo como Hitler é retratado no filme, acaba por ser uma mentira mediática pegada dos tablóides dos nossos dias, de quem fala mas não vê, de quem espalha a notícia que vem na onda...
Bruno Ganz, sim, é enorme, mas a sua interpretação de Hitler não transforma o ditador em nenhum ser simpático de carne e osso pelo qual possamos sentir qualquer tipo de afinidade. Pelo contrário, apercebemo-nos bem da loucura completa que atravessa os seus últimos dias, do alheamento e seguinte agravamento da sua tese ensaiada em «Mein Kampf». O mesmo se aplica aos mais próximos, que eternizam a sede da (própria)morte para lá da existência física de Adolf e do Reich.
Ganz, como já disse, é a maior razão para se ir ver este filme, mas os dois actores que vestiram a pele do lobo anteriormente também não ficam nada atrás, só no tempo...
E, por favor, não liguem ao que vem escrito um pouco por todo o lado sobre cinema e música, não comprem essas «verdades». Julguem por vós. Os realizadores de cinema e os autores agradecem...

Quinta-feira, Maio 19, 2005

Nós também gostamos de ti Simão...

the sith sense



É bom quando as histórias são circulares e se atam e desatam por fim. Melhor ainda é assistir a esse desfecho depois da Meia-noite rodeado de adultos com espadas iluminadas no escuro possível de uma sala com écran XL!
Este episódio III é sem dúvida o melhor dos primeiros 3. É também o mais negro...
É mau quando as respostas nos são todas dadas (ou quase..) e se completam histórias que permaneceram anos abertas nas nossas cabeças. Mas é assim a vida, feita de imaginação e de possíveis respostas racionais.
Acabam as duas horas e vinte de fita e apetece-nos desembrulhar o primeiro filme de 78 e continuar a ver aquela história que agora já sabemos como começa/acaba, há muitos anos atrás...
Lucas conseguiu um feito notável para a hisória do cinema com estes 6 filmes... E agora?

Quarta-feira, Maio 18, 2005

Bom-dia

Fora de competição (Cannes)
'Alice' passa na Quinzena


A revista Variety elogiava, na edição diária de ontem, o filme Alice, primeira longa-metragem do português Marco Martins, vista na secção paralela Quinzena dos Realizadores (amanhã é a vez de Odete, de João Pedro Rodrigues). Martins filma um casal, Mário e Luísa (Nuno Lopes, Beatriz Batarda) a quem a filha pequena desapareceu. A dor quebrou a mãe, mas o pai está tão empenhado em encontrar a filha que instalou câmaras de vídeo por toda a parte e até tem acesso às da segurança interna do aeroporto. Alice decorre numa Lisboa sob constante invernia, que contribui para lhe dar a homogeneidade visual (o filme parece embrulhado em azul escuro), e Marco Martins transforma a persistência tenaz do pai no miolo dramático do filme, limpo de palha sentimental, de situações feitas ou de soluções prontas a agradar. Nuno Lopes interpreta Mário com uma concentração lacónica e metódica, e Beatriz Batarda é a imagem da maternidade destruída. Uma estreia inspirada.
in DN - 18/05/05

Afinal eu não estava errado! É sempre bom saber... Será que ser júri é a minha carreira paralela perdida?...

Terça-feira, Maio 17, 2005

Segunda-feira, Maio 16, 2005

R.I.P. FM...

O Fernando Magalhães partiu ontem... Estive com ele pessoalmente poucas vezes mas lia-o há muito. Falámos recentemente a propósito dos 30 anos do concerto dos Genesis em Cascais. Tinha apenas 49. Já não perderá nem mais uma hora. Paz.
A primeira vez que me entrevistou foi ainda antes dos tempos da fundação do Público, quando estava no Independente. Uma entrevista sobre o ser-se músico em Portugal. Ainda hoje acho das mais interessantes, e até reveladora da sua ironia, do seu humor cáustico, da sua maneira de estar especial, alien para uns, impagável para outros. O Fernando era das pessoas que mais sabia e amava o prog rock, e dos poucos que escrevia sobre isso. Mas essa é apenas uma das perdas. Também ele fez parte de um grande grupo de pessoas que, aos poucos, construiu o meio musical português que existe hoje e que antes apenas se esfumava em intenções. Amava a música, como qualquer músico ou crítico deve amar. E isso para nós, nesta sociedade paralela, é o sinal com que nos identificamos diariamente nas ruas, nos transportes públicos, nos concertos...
A música no céu é maior que a música do mundo.

Sexta-feira, Maio 13, 2005

my vynil classics listening time



Quinta-feira, Maio 12, 2005

early morning rain...



Chama-se Bright Eyes e é brilhante. Daqui a 45 anos espero que faça um disco de despedida como o Cash.


"When the President Talks to God"

When the president talks to God
Are the conversations brief or long?
Does he ask to rape our women's' rights
And send poor farm kids off to die?
Does God suggest an oil hike
When the president talks to God?

When the president talks to God
Are the consonants all hard or soft?
Is he resolute all down the line?
Is every issue black or white?
Does what God say ever change his mind
When the president talks to God?

When the president talks to God
Does he fake that drawl or merely nod?
Agree which convicts should be killed?
Where prisons should be built and filled?
Which voter fraud must be concealed
When the president talks to God?

When the president talks to God
I wonder which one plays the better cop
We should find some jobs. the ghetto's broke
No, they're lazy, George, I say we don't
Just give 'em more liquor stores and dirty coke
That's what God recommends

When the president talks to God
Do they drink near beer and go play golf
While they pick which countries to invade
Which Muslim souls still can be saved?
I guess god just calls a spade a spade
When the president talks to God

When the president talks to God
Does he ever think that maybe he's not?
That that voice is just inside his head
When he kneels next to the presidential bed
Does he ever smell his own bullshit
When the president talks to God?

I doubt it

I doubt it

support act



With Madrid on my mind, aproveito para repescar um dos discos que mais me surpreendeu no ano passado...

Terça-feira, Maio 10, 2005

Oh Romeo...



Se os Kaiser Chiefs e os Hot Hot Heat já tinham confirmado Paredes de Coura como O festival deste ano em terras lusas, então a presença da Julieta torna a deslocação quase obrigatória! E se pusessem estes nomes todos no mesmo dia, já agora?!

Domingo, Maio 08, 2005



Well she's my woman of gold
And she's not very old - a ha ha
Well she's my woman of gold
And she's not very old - a ha ha
I don't mean to be bold, a-but a-may I hold your hand?

Well she ain't no witch and I love the way she twitch - a ha ha
Well she ain't no witch and I love the way she twitch - a ha ha
I'm a labourer of love in my persian gloves - a ha ha

Well she's faster than most and she lives on the coast - a ha ha
Well she's faster than most and she lives on the coast - a ha ha
I'm her two-penny prince and I give her hot love - a ha ha
Ow - ow - mh

Well she ain't no witch and I love the way she twitch - a ha ha
Well she ain't no witch and I love the way she twitch - a ha ha
I'm her two-penny prince and I give her hot love - a ha ha

La-la-la-la-la-la-la ....
Ooh ooh, oh don't you do ....
Ooh ooh, lay it all down ....
Ooh ooh, jetzt kommt sie doch, mh ....
Ooh ooh, mm-ba-ba-ba ....

Quarta-feira, Maio 04, 2005

03 não é 30, herr schmidttt!



Música antes do tempo para os meus ouvidos! danka deutsch ituners!!!!!

Terça-feira, Maio 03, 2005

are not enough

...e aproveito para revisitar,
em vinil, um all time favourite.

the ghost of cash

Segunda-feira, Maio 02, 2005

Quinta-feira, Abril 28, 2005

coldturkey


Não sei se o mal é meu, mas deve ser, pois tal como provavelmente «X&Y» será, também o último U2 foi insólitamente deixado numa prateleira de loja de discos qualquer. O novo Coldplay começa a irritar-me profundamemente, tanto quanto o «...Atomic Bomb». Desde a tentativa insonsa de uma via mais coldwave («Square One») até ao falseto intolerável num slow tão foleiro quanto o «Man and a Woman»(«What if»), que tudo me enjoa... Tudo coisas que irão fazer este disco vender milhões, eu sei. Começo mesmo a não suportar a voz do Chris Martin, lembrando-me logo do terrível agradecimento do óscar da sua terrível esposa, para não falar naquela mania que ele tem de escrever coisas nas mãos...
Estou quase a desistir de querer conhecer o resto do disco, e o single («Speed of Sound») não me entusiasma particularmente, especialmente aquela malha banalíssima de piano que se vai repetindo, uma espécie gorada de criar um riff tipo «New Years Day». Porque é que estou sempre a remeter aos U2? Porque cada vez mais os Coldplay me parecem um pequeno país rico no planeta pop que são os U2.«X&Y»? Zzzzzzzzzzzzzzzzz...
Bem, conto com o disco dos The Coral para me salvar a Primavera, assim como o regresso daqueles que me dizem para não acreditar na verdade...

Terça-feira, Abril 26, 2005

can't wait items

Segunda-feira, Abril 25, 2005





Quarta-feira, Abril 20, 2005

Não quero parecer alarmista, mas...


Terça-feira, Abril 19, 2005

Hummm...

Não sei não, o país com mais poder na UE ocupa agora também o trono da Igreja Católica...

Sexta-feira, Abril 15, 2005

patos bravos

Também os há na música, não só na arquitectura... Mas estes Bravery são já o que se chama «chover no molhado». Sim, a Xfm londrina dá-lhes o destaque da moda, a locutora da Radar diz que são «glam rock dos anos 80»(what???!!!!) e ninguém sabe do que está a falar. Por favor, ressuscitem o shoplifter Steve Strange, chamem os Spandau do 1º álbum de volta, mas não me atirem areia para os olhos, que tanto «Honest Mistake» como o novo Moby me soam sempre a Pete Burns na sua fase já desgraçada de «you spin me right round baby...»... Aos Killers e aos Interpol, yanks a imitarem Uk anos 80 e pouco, ainda vou, mas por favor, pensei que depois dos Fisherspooner não viria mais mal ao mundo! Scissor Sisters anytime, only for the fun...

Quinta-feira, Abril 14, 2005

Madrid, 1 Junio



Eu vou! Não tenham ideias que já está esgotado... Sorte a minha, que tenho um amigo que adivinha!

Stº Paulo II

Se ser santo é estar no meio de situações que evoluem de modo desconhecido à ciência do presente, então existem milagres e João Paulo II terá sido um santo. Não me falem é, em 2005, de intervenção divina...

Terça-feira, Abril 05, 2005

ler ouvir e ver






Segunda-feira, Abril 04, 2005

Save Toby!

Aquela máquina

What??!!!!!

Domingo, Abril 03, 2005

Mestre abusado por Bono em San Diego («No Regrets»)

On 3rd Apr 1966 ...

The Number 1 single was:
The Walker Brothers - "The Sun Ain't Gonna Shine Anymore"

Sábado, Abril 02, 2005

made in japan II

Quinta-feira, Março 31, 2005

made in japan


takatakata!

Sexta-feira, Março 25, 2005

Terça-feira, Março 15, 2005

of abril



«the sunlandic twins» marca o regresso dos of montreal, para inícios de abril. abril será o meu princípio de ano - não só por causa disso, evidentemente.

estranho é terem demorado tanto tempo...

a proibir. tarde demais...

roadmovies go porno?!

chega finalmente a portugal a indústria à séria do porno em todo o seu circo do sol. é na fil, de 30 junho a 3 julho, custa 25 euros por dia, com direito a desconto se se comprar um livre trânsito. sem dúvida, estarei lá. por motivos profissionais de reportagem, obviamente, de câmara em punho.

a quadratura da espiral



oiço finalmente o há muito esperado sucessor de «scared to dance»,dos skids. mais do que i predict a riot, i predicted it would all come back one day. excelente em 2005. também outras referências de 1ª, pela imprensa britânica. the kaiser chiefs a 5 abril, no royal albert hall, com franz ferdinand e graham coxon. isso é que é um festival!

Domingo, Março 13, 2005

Ah JaPão!...



nessa de vanessa

Sim, tenho saudades, de vez em quando, de ler estes semi-profissionais da crítica a insultarem o público que assiste alegremente aos concertos dos quais, segundo eles, é impossível não dizer mal. Gosto mesmo quando lhes chamam na cara estúpidos, anormais. É ai que se cumpre o círculo, vingando-se os escribas, afinal, de tudo o que os músicos realmente pensam deles. Mas não critico ninguém por ter enchido o Atlântico de Carreira ou de Carlos, ou os mais recônditos estádios de futebol. Nem sequer aqueles que enchem discotecas como o Fama e redacções repletas de inúteis que escrevem artigos como este.

elegia

Também concordo com a sua opinião veiculada no Expresso desta semana sobre o assunto da encomenda em correio azul expedida para a sede do PS: este país não tem mesmo sentido de humor, nem sequer educação para perceber uma doce ironia trocada entre cavalheiros...
João Pereira Coutinho não emigrou, mas as suas colunas sim. Desde há alguns meses a escrever aqui, devolve-nos a coluna roubada ao Independente e trocada pelo magro contributo no Expresso, embora com a mesma acutilância inteligente. Haverá mais alguém que se leia com tal prazer hoje em dia? Duvido...
PS-É verdade, se regresso esporádicamente ao semanário, ainda que irregularmente, isso tem a ver (também) com esta transitoriedade de JPC.

Sábado, Março 12, 2005

best before...



Nada como o original, so they say, cash exception... Vi primeiro esta versão, assim como vi depois a de «Abre Tus Ojos», também com Penélope da era Cruise. Hollywood raramente faz melhor...

Sexta-feira, Março 11, 2005

oh jarvis...



sempre deu para compor um serão depois do live da antena 1... rufus debatia-se no coliseu com a vitória do scp e o meu reencontro com keane, um ano depois do razzmatazz 3 a 300 numa terça em barcelona, cumpria a visão kean will rule - só não pensei que fosse tão rápido! arriscam-se a partir o séc.XXI antes de u2! e no lux lá apareceu o homem, magro as always, demasiado magro, hesitante em subir para o púlpito, onde cedeu o lugar de dj a steve mackey e apostou nos vocalizos traficados e scratchs digitais. alguns sairam mais cedo incomodados com o que resta da tribo kitten. de facto, a selecção musical electroficou tanto os fall como os kasabian, mas acreditem, era muito melhor que a maior parte dos clubes lisbetas ontem à noite, inexplicavelmente onde fomos depois parar num assombro national geographic - é esse o termo - numa casa de fama e de fauna em que a beldade dos espécimens femininos varia na proporção inversa do gosto musical - ou falta de preocupação nesse sentido...
de qualquer modo a nota positiva da noite é que há, existe mesmo, uma subcomunidade musical composta por gente bem nova, que desalinha a sua orientação em relação à moralidade imposta há décadas pelo jornalismo musical nativo. a festa prossegue hoje no europa...

Sexta-feira, Março 04, 2005



o regresso da melhor banda mais mediana de todos os tempos.


So much for the city
Tell me that you'll dance to the end
Just tell me that you'll dance to the end

Hey, hey you're the monkees
People said you monkeyed around
But nobody's listening now

Just don't go back to Big Sur
Hangin' around, lettin' your old man down
Just don't go back to Big Sur
Baby baby please don't go

So much for the street lights
They're never gonna guide you home
No they're never gonna guide you home

Down at the steam boat show,
All the kids start spittin'
I guess it didn't live up to the billing.

Just don't go back to Big Sur
Hangin' around, lettin' your old man down
Just don't go back to Big Sur
Baby baby please don't go

Quinta-feira, Março 03, 2005

Terça-feira, Fevereiro 22, 2005

Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005


Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005

around & AROUND



se normalmente é díficil encontrar uma versão melhor que o original, então será tarefa ingrata procurar um disco onde as versões superam todas os originais! mas repetindo aqui nas horas perdidas a referência, cash despediu-se com um dos seus melhores trabalhos de sempre, um dos nossos melhores discos de sempre. a milhas dos seus seguidores, percebemos aqui a idade menor de um trent razor assim como a versão light que cave é do mestre, como já tínhamos percebido anteriormente em one que ao pé de cash bono é apenas um irish christian choir boy. este disco ouve-se todo de seguida. é o último dos últimos álbuns, nesta era de downloads avulsos. este disco é maior do que a vida, do que a morte, porque a verdadeira arte eterna é assim. onde quer que esteja.

Domingo, Fevereiro 13, 2005

Sábado, Fevereiro 12, 2005

MUST GO (again)



SICKCOM is back.
Estreou dia 10 Fevereiro, às 22 horas, no Auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro em Telheiras.
Em cena até 20 de Fevereio (5ª a Sábado às 22h e Domingos às 18h).
Reservas: 96 33 55 078/ 93 283 65 40/ 96 294 54 52

Sábado, Fevereiro 05, 2005





Sexta-feira, Fevereiro 04, 2005


Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005


Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005

Terça-feira, Fevereiro 01, 2005


Segunda-feira, Janeiro 31, 2005

Segunda-feira, Janeiro 24, 2005

FECHADO PARA OBRA

As horas, nos próximos tempos, serão decididamente «perdidas» por outros lados. O tempo deste blog fica congelado. É a hora.

Segunda-feira, Janeiro 17, 2005

clinica?

Os momentos dourados são inesperados e podem não ter seguimento nenhum.
A importância é a experiência e a memória sensitiva dela. oh yeah saved the last dance for me...
The boy with the thorn in his side
Behind the hatred there lies
A murderous desire for love
How can they look into my eyes
And still they don't believe me ?
How can they hear me say those words
Still they don't believe me ?
And if they don't believe me now
Will they ever believe me ?
And if they don't believe me now
Will they ever, they ever, believe me ?
Oh no ...
Oh ...

The boy with the thorn in his side
Behind the hatred there lies
A plundering desire for love
How can they see the Love in our eyes
And still they don't believe us ?
And after all this time, ah
They don't want to believe us
And if they don't believe us now
Will they ever believe us ?
And when you want to Live
How do you start ?
Where do you go ?
Who do you need to know ?
Oh no no no ...


Oh ...
Oh no ...
Oh ...
La ...

Quinta-feira, Dezembro 30, 2004

MMV



Tenho perdido horas, horas demais noutros lados para as perder aqui, o que nem sequer é mau sinal, apenas meu sinal. mas vem aí mais um acabado em 5, acho que o último foi em 1995. se continuar por aqui, geográficamente, desejo a todos uma boa companhia. xxx

Sexta-feira, Dezembro 17, 2004

cavalo de tróia, disse ele

sim foi o que tinha pensado e depois ele afirmou: a entrada da turquia na ue será o cavalo de tróia do islamismo na europa. e sim não me custa nada a aceitar essa afirmação ligeiramente xenófoba e estremamente racial- e não racista. há 50 anos que os turcos não se integram na alemanha (lembremo-nos daquele caso que o pai turco pegou fogo com gasolina à filha e ao namorado alemão) e dificilmente o farão à escala europeia. alguém dizia na tv que é uma questão de verniz, de camadas de verniz... continuamos a não aceitar as nossas diferenças, pois há algo a que se convencionou chamar direitos humanos. o islamismo e o liberal-cristianismo estão e estarão de costas voltadas para todo o sempre, basta pensar nas raízes à flor da pele que cada ramo transporta, para entender, mas e as pessoas? sim, as pessoas? a globalização tem destas manhas: não há pessoas, apenas interesses colectivos. é a pior fase do sonho marxista-leninista, o fim do indivíduo para o bem da classe. o durão até lhe apetece estender as fronteiras a leste e poder contar com o titânico exército turco para a execução das directivas da união a que preside - porventura esquece-se que pode muito facilmente ficar refém deste exército, tal como o está agora em relação aos usa. a conversa de que será a aproximação do mundo ocidental e democrático ao mundo islâmico - bastando para isso reconhecer o chipre!!! então e o resto??? - e que com isso se desvanecerão as diferenças civilizacionais que levam ao fanatismo e terrorismo é de uma naiveté atroz, e mesmo falsa, ou não soubéssemos que os verdadeiros interesses por trás são outros. por uma vez, oiçam o kadhaffi. eu, deste lado, continuo a não gostar da fusão na world music.

Sábado, Dezembro 04, 2004

Train in Vain?



São, sem dúvida, os sucessores da troupe Phyton. A série Big Train, aliás, segue os mesmos princípios: sketches com aquele humor britânico non sense que continua avant garde passados trinta anos... Mas Big Train irrita-me profundamente, depois de largos minutos de pura diversão e estímulo intelectual: é que percebo o quão longe estão os novos comediantes portugueses destes exercícios de humor, e ponho logo em causa, inflamadamente, o adjectivo de génio que começa a ser usado por dá cá aquela palha na imprensa amiga portuguesa. E irrita-me porque gostava que pudéssemos «competir» à altura com o que continua a vir lá de fora pela janela grande. Uma questão de tempo? Ou de génio? We shall see... Se compararmos com a música, onde já vamos conseguindo competir em termos inspiro-qualitativos, e onde apenas levamos 20 e poucos anos de trabalho, o humor português tem um percurso muito anterior mas também muito mais «quebrado». E sim, também sou daqueles que continuam a achar os filmes do Vasco Santana e Cia. o melhor que se fez por cá, juntamente com os discos ao vivo nas revistas do Solnado mais o ímpeto criativo dos primeiros tempos do Tal Canal...
Agora, dêem-me o People Like Us ou o Big Train anytime e não me obriguem a chamar «génio» a nenhum tipo com problemas capilares mal resolvidos ou filiações partidárias muito, mas mesmo muito duvidosas, hehe...

Sexta-feira, Dezembro 03, 2004

JJ

É um dos compositores mais interessantes e interessados dos últimos 30 anos. Juntamente, talvez, com Elvis Costello, desbravou terrenos pantanosos muito para além da new wave em que se iniciou. Do pop ao swing, dos seus opus instrumentais e bandas sonoras nova iorquinas até flirts com o jazz, criou a sua night music. Obras fundamentais? Várias, mas «Night & Day» é talvez o seu cd imprescindível, mesmo para não fãs. Joe Jackson merece ser ouvido, de dia, à noite, talvez acompanhando a escrita ou outro trabalho activo reflexivo. Fica aqui uma pequena vénia, porque sim.


Domingo, Novembro 21, 2004

DNa Magueijo

João Magueijo em entrevista no DNa de sexta passada. Read all about it.
Curioso, curiosa a declaração de Magueijo em relação ao facto de se escrever em língua estrangeira, directamente, e a liberdade que isso dá.
Almas gémeas para mim são pessoas que pensam mais ou menos o mesmo em diferentes regiões do globo, em diversas situações profissionais, em vários túneis do tempo.
Um português mundial. Aplauso, + 1 x. Gostava de ser quem é.

Quinta-feira, Novembro 04, 2004

on the record

os portugueses os europeus os americanos serão assim tão diferentes? penso que não. os media portugueses europeus americanos eram quase todos pró-kerry. os portugueses os europeus os americanos, à boca dos inquéritos populares e das urnas escolhiam e escolheram bush. os europeus são tão parecidos com os americanos que criticam estes por quererem impor aos outros países os seus líderes predilectos e querem à força toda impor o seu líder ideal kerry aos americanos... diferenças nem de feitios!

Quarta-feira, Novembro 03, 2004

K



Amerika

We're all living in America,
America is wunderbar.
We're all living in America,
Amerika, Amerika.

Wenn getanzt wird, will ich führen,
auch wenn ihr euch alleine dreht,
lasst euch ein wenig kontrollieren,
Ich zeige euch wie´s richtig geht.
Wir bilden einen lieben Reigen,
die Freiheit spielt auf allen Geigen,
Musik kommt aus dem Weißen Haus,
Und vor Paris steht Mickey Maus.

We're all living in America,
America is wunderbar.
We're all living in America,
Amerika, Amerika.

Ich kenne Schritte, die sehr nützen,
und werde euch vor Fehltritt schützen,
und wer nich tanzen will am Schluss,
weiß noch nicht das er Tanzen muss!
Wir bilden einen lieben Reigen,
ich werde Euch die Richtung zeigen,
nach Afrika kommt Santa Claus,
und vor Paris steht Mickey Maus.

We're all living in America,
America is wunderbar.
We're all living in America,
Amerika, Amerika.
We're all living in America,
Coca-Cola, Wonderbra,
We're all living in America,
Amerika, Amerika.

This is not a love song,
this is not a love song.
I don´t sing my mother tongue,
No, this is not a love song.

We're all living in America,
Amerika is wunderbar.
We're all living in America,
Amerika, Amerika.
We're all living in America,
Coca-Cola, sometimes WAR,
We're all living in America,
Amerika, Amerika.

Domingo, Outubro 31, 2004

1974







pub


O Mundo Não Ouvirá - claro como água turva



Alguns iluminados fazem depender o futuro do mundo das eleições americanas (será que conheceremos o resultado daqui a... 3 meses?). Como em tudo, também nesta disputa presidencial existe uma moda, um politicamente incorrecto correcto, bem visível por toda a europa neo liberalizada. Tanto que até irrita ao ponto de...?
O «Inimigo Público» é um dos melhores suplementos de humor fabricados em Portugal. Sem dúvida. Humor inteligente, àparte meia-dúzia de colunistas em casa própria que constituem a parte mais fraca do suplemento. Para comemorarem 1 ano de existência editaram há pouco, com o jornal, um livro best of e realizaram uma Gala num teatro de Lisboa. O livro é altamente aconselhável, na mesma medida que o «Inimigo Público» em Gala foi a coisa mais «assustadora» a que pude assistir ultimamente. Se bem que os mais notáveis e jovens profissionais de humor e televisão do momento se unissem no palco e em por vezes brilhantes sketches, quer por um associado de cómicos Levanta-te e Ri+Herman Sic, quer até pelo Gato Fedorento - o assustador estava mesmo na assistência, e numa espécie de celebração jocosa e tendenciosa da resistência política em Portugal.
Na plateia pública de notáveis convocados pelo Público, entre Eduardo Prado Coelho e sorrisos amarelos, algumas not so pretty faces e a presença sempre comichosa (para não haver lugar a insulto) de Rui Zink, o espírito era qualquer coisa como «não somos poder mas os outros são porque são tããão estúpidos, tão pouco inteligentes e sagazes, tão alvejáveis...». As farpas dispararam na direcção deste governo e seu 1º ministro - so obvious - e do PSD-PP-PS... Embora o humor do suplemento seja global, na gala escusou-se a ridicularização, por exemplo, do PCP e do Bloco. Ou seja, dava a impressão estarmos a assistir a uma troupe Monty Phyton engagé e parcial. E não é uma boa visão acreditem, estes young & old angry young man and woman, que por não conseguirem resultados politicamente celebram a sua certeza humana e avanço intelectual em efemérides deste género. Fica essa impressão, ao observador anónimo.
Fica também a impressão que só a geração que agora entra na adolescência irá mudar definitivamente o rumo deste país. Só esses nunca ou pouco aprenderam e já esqueceram a lição da revolução de Abril e o sonho desfeito de 75, com todas as frustrações implicitas. Só esses já perceberam que o mundo é realmente um lugar global para se viver. Só esses não querem saber do recalcamento como estranha forma de vida. Só esses podem apagar, correctamente, do seu dia-a-dia, a postura dos velhos e novos do Restelo, da mesma forma que incorrectamente a querem apagar dos manuais.
Mas nunca fui muito de esperar por novas gerações, nem de hipotecar o meu tempo terreno à custa do impossível. E para mim, neste momento, é claro como água turva que há uma maneira de contrariar tudo isto: não achar piada. Repito: não achar piada. O que não é difícil, devido ao próprio teor de alguns destes sketches... Não me esforçar para rir, para aceitar as directivas que nos querem impôr em termos de pensamento social aceitável. Por isso, estou-me bem nas tintas para as eleições americanas, ganhe o pateticamente feroz Bush ou o desossado looser Kerry. Eu conheço os resultados da nossa democracia e aceito viver com eles. Não pretendo reescrever o passado quanto mais o presente! E as Horas Perdidas começam desde já a sua segunda fase na blogosfera, como reacção ao estado «danação». A vida é muito mais séria do que os desiludidos e eternos ressabiados so very much left wingers nos querem fazer crer e...
E chega o fim do dia e é nos universos pessoais dentro dos universos globais que realmente vivemos. Lá fora, lá fora a chuva cai e não nos molha cá dentro.

Sexta-feira, Outubro 29, 2004

Sampaio vs. Sampaio

A revolução será bloguizada?
Carta-aberta à geração dos meus filhos
Meus Amigos: Confio em vocês. Sou a favor do fosso intergeracional e adoro que os mais novos não concordem com os mais velhos. As sociedades avançam por rupturas, as famílias crescem emocionalmente quando se confrontam sem se afrontarem. Cresci numa família democrática. Os meus pais estimulavam a discussão com os dois filhos e não se importavam de gastar horas a defender os seus pontos de vista. Foi assim que aos 12 anos comecei a entender a democracia, quando o meu irmão, sete anos mais velho, me explicou Humberto Delgado. Não quero recordar-vos Salazar e Caetano. Sei que isso está fora do nosso (meu e vosso) tempo. Apenas quero reivindicar uma coisa: os corajosos da minha geração fizeram o 25 de Abril de 1974 para que vocês, geração dos meus filhos, crescessem em liberdade. Quando digo a alguém da vossa idade que, há trinta anos, não se podia dizer tudo o que apetecia, quase não acreditam. Compreendo: viveram a poder exclamar o amor e a saudade, a ternura e a raiva. Quando queriam, puderam romper, sem medo, com tudo com que não concordavam. É por isso que peço para estarem muito atentos. Não uso frases do passado, género «fascismo, nunca mais» ou «a democracia está em perigo». Não é verdade, e são expressões que vos causam tédio. Quero apenas dizer-vos que, se não ousarem, falharão no essencial: deixarão de construir uma sociedade melhor para os vossos filhos (nesse aspecto, os «velhos» não falharam, vive-se hoje bem melhor do que na juventude dos meus pais). Pois bem: vejam o "governo" da República. Portugal transformou-se no paraíso dos humoristas. Existem tantas graças sobre os nossos "governantes", que se atropelam nas cabeças dos criativos de humor. E se tantas vezes não sabemos se a «Sit Down Comedy» de Luís Filipe Borges, neste jornal, ou as páginas do Inimigo Público são notícias a brincar ou descrições realistas, a verdade é que nos assalta a certeza de que Portugal vai mal. Nesta semana vi estudantes espancados e a levar com gás, como era habitual no meu tempo, mas julgava impossível no vosso tempo; ouvi o director-geral das Prisões a propor a redução das visitas aos presos, para melhorar o problema da droga no sistema prisional; e indignei-me com o ministro da Presidência a falar dos limites à independência, a propósito da televisão pública. Se deixarmos estes factos sem protesto, o risível "governo" que temos proporá mais: voltarão os jactos de tinta e mais prisões sobre estudantes; serão definitivamente proibidas as visitas aos presos, e o problema da droga no sistema será resolvido; os directores de programação das televisões e os directores de alguns jornais reportarão directamente ao ministro da tutela; o insucesso escolar acabará, graças a um despacho da prof. Maria do Carmo Seabra: todos os alunos com duas negativas no Natal serão automaticamente expulsos da escola. E o "governo" continuará a sorrir, centenas de conselheiros de imagem ajeitarão as gravatas dos ministros e o cabelo das ministras, todos dirão que tudo vai bem. Sei que vocês não aguentarão mais. Ouço-vos em toda a parte, por enquanto em surdina, em breve até que a voz vos doa. E por isso vos peço: ajudem a derrubar este governo. Pela verdade e dignidade da vossa geração. Para que, tal como os vossos pais quando contaram 1974, possam dizer aos vossos filhos: sabes, fizemos um segundo 25 de Abril, só com arte e coragem, e o governo foi--se embora. Com toda a v(n)ossa força
Daniel Sampaio

Sampaio compensaria concerteza a chamada «falta de acção» de seu irmão... E depois quando se começa uma carta aberta com «Meus amigos»... Mas quantos amigos julgamos «nós» que temos?
Simpatizando e concordando parcialmente com o teor - na sua teoria - in extremis não posso deixar de vislumbrar o mais negro do perfil de quem vive ainda nos rastos do passado. É que a Oeste nada de novo. E a verdade será a verdade, ontem, hoje e amanhã? A liberdade será a liberdade, ontem, hoje e amanhã? El Cid que o diga...
Não, esta Revolução não será bloguizada. A Revoluçãotm está morta e enterrada, tal como esta geração a conhece(u)... (cont)
«Revolution Rock it is a brand new rock» J. Edwards.

I love foam

Aconteceu. Pensei que se tratava de um mito urbano, mas não. Só à terceira «garfada» é que percebi que não, que o creme da barba não estava pouco consistente por a lata estar provavelmente no fim, mas sim, estava mesmo a fazer a barba com espuma de pentear. Acontece a muitos elementos do sexo masculino, disseram-me. Especialmente se se estiver alegremente a acompanhar o London Calling's «Revolution Rock». E não, não me penteei depois com espuma de barba.

Terça-feira, Outubro 26, 2004

O melhor disco de sempre da última semana



O 2º disco que os Strokes não souberam fazer? Um disco que os Killers gostariam de emular? Um disco de uns Libertines que funcionam? The next big thing? Para mim, é apenas o disco do meu momento.

Sábado, Outubro 23, 2004

BOYS BOYS BOYS



Enquanto uns se ensonam ali para os lados do Coliseu, outros rumam a Alcochete, à espera desde o cancelamento do Atlântico. No Freeport o espaço é perfeito para a estreia de Neil e Chris em território nacional, esperando-se também o conceito multimédia. E acreditem que a trilogia deste mês é estranha: Magnetic Fields - Pet Shop Boys - Rammstein. Sem preconceitos, mas com atenção - pose - suor, em correspondência.

Quarta-feira, Outubro 20, 2004

... e em 72 (gulp!)?



O que é que estavas a ouvir em 1978?



women and children first

e esta, hein?

Sexta-feira, Outubro 15, 2004

hip hop charlie


apostava a minha alma pop que vai ser o êxito radiofónico da estação: j-five feat. charlie chaplin «modern times». mais um caso de necrofilia? sim, mas não. porque a voz de chaplin naquele tune de «Tempos Modernos« tem uma vida que dificilmente a morte física apagará. j-five, frenchman singing in english apostou no mercado mundial e acho que se vai sair bem. o tema fica na cabeça antes da primeira audição. o video está muito, muito bem feito, bom gosto qb. e aposto que todos vamos estar a assobiar e a cantarolar isto, mesmo que odiemos, nas próximas semanas. a isso chama-se um êxito pop. salvé, chaplin, o maior de todos!
When Chaplin sang this song in Modern Times, it was the very first time that the world heard his voice, after 2 decades of silent pantomime.

Quinta-feira, Outubro 14, 2004

Read Read Read




É espantoso como Coupland, sem nos surpreender, continua a transformar-se no melhor escritor americano vivo. Que belo livro, que bela história. Dificilmente se farão filmes dos livros de Coupland, a não ser em futuros festivais underground do cinema americano, primeiras obras, etc. Mas «Eleanor Rigby» - o seu segundo romance a ser nomeado por uma canção pop, depois de «Girlfriend in a Coma» - consegue maravilhar-nos cinematograficamente na junção do seu e nossos interiores. Este homem é o melhor cronista dos nossos dias invisíveis e contudo com os pés tão bem assentes nas páginas.... É bom acabar de ler um livro assim. Procurem a tradução, daqui a algumas dezenas de dias, que vale bem a pena, até como desintoxicação dos 30 volumes related to «O Código Da Vinci»... Que bela pequena grande história, maravilhosa e desgraçada como a vida e a morte humanas, nas equações baralhadas da cronologia do tempo (Coupland, o seu inventor, muito antes de Tarantino) que nos deixam positivamente emocionados/motivadoos com a vida que temos que saber viver, para lá da nossa compreensão ou devoção - que é a falta dela. De que é que fala o livro? Os livros não são para se contarem por outros, ou os queremos e lemos ou não.
Agora, a espera até Dezembro 2005, para ainda antes do Natal ou do Ano acabar e de um qualquer cometa nos brindar com a sua de x em x anos passagem, podermos utilizar o seu «jPod». Tempo...

Terça-feira, Outubro 12, 2004

Arde...

Ainda sobre o caso Marcelo/TVI, por Eduardo Cintra Torres.

O caso é simples desde o seu começo, desde as palavras impressas e escutadas do ministro, sinal suficiente para que Paes do Amaral tentasse, à cautela, acautelar a posição da Media Capital em mais um negócio chorudo de sobrevivência. Pressão indirecta? Talvez. Mas somos «livres» para interpretar os sinais do modo que achamos conveniente e agir segundo isso. Paes agiu como qualquer empresário da alta roda reagiria em qualquer parte do mundo: zelou pelos seus. Marcelo foi apanhado, apanhando-se voluntariamente a si próprio, mestre em teorias da conspiração. Criou o maior facto político de todos aqueles que comentou livremente nos últimos 4 anos e meio na TVI. É uma saída em grande, no clímax da sua prestação televisiva.
Tal como o PS fez no passado, este governo fez também o que fazem todos os outros, e fariam ainda outros de qualquer outra força política (saberiamos bem como reagiria o PCP...). E o ministro dos assuntos parlamentares reagiu como reagiria qualquer outro empresário da alta roda: zelou pelos seus.
A liberdade está na cabeça das pessoas.


Liberdade.


arde
arde
sincero silêncio
a liberdade só tem um momento

arde
à vontade
alta procura
fica a saudade
ai que não tem cura

canta
canta
a chama da vida
a liberdade está quase perdida

canta
à vontade
alto e bem sem medo
é a saudade
quem guarda o segredo

calma
calma
que já se avizinha
a liberdade voltando sozinha

vem
à vontade
que eu espero acordado
tenho a saudade sempre do meu lado.

(P.A.M. in «Palavras ao Vento»)

Segunda-feira, Outubro 11, 2004

Still punk...



after all those years.

Se bem que tivesse rapidamente transitado para o «punk» claustrofóbico dos The Stranglers, e logo depois para o «punk» revivalista dos The Jam, guardo num lugar especial da minha discografia um dos discos mais inteligentes de sempre: «Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols».
Desde que este vinil chegou - com a sua enorme capa amarela! - que as coisas nunca mais foram as mesmas... Mas podem os discos mudar rumos, contrariar correntes de vida? Claro, mas não é para todos.
Hoje todo o fenómeno de então pode dar até origem a teses académicas, livros sérios, excelentes fotobiografias e as maiores das teorias da conspiração envolvendo Malcom McLaren (o manager-maravilha), Johnny Rotten e o movimento Situacionista. Mas hoje também são as canções que continuam a valer, de um álbum único que conseguiu como nenhum outro misturar a música certa com a atitude certa. Sim, porque o punk era e é afinal uma atitude, de independência, de do it yourself, de teimosia e arrogância. Mas de verdade. E este disco continua tão punk como no dia em que saiu e abanou primeiro o reino Unido e depois todo o mundo musical e social.
Nunca nenhum grupo foi tão face-to-face com o vampirismo da indústria musical e própria noção de carreira. Daí Rotten ter acabado a cantar «No Fun», daí se terem «reformado» nos anos 90 na Filthy Lucre Tour, daí Rotten agora Lydon ter desistido de um reality show de celebridades quando já tinha praticamente ganho o concurso. Paradoxal? Não. Simplesmente punk.
Talvez tenha existido apenas um disco verdadeiramente punk em toda a história da música, e será este. Tudo o resto (The Clash, Ramones, The Damned, e depois de Exploited até Offspring, passando por Dead Kennedys e Rancid, porventura desaguando em Mick Jones' The Libertines) é «apenas» rock'n'roll...

Domingo, Outubro 10, 2004

o fim é a mensagem?

Juan Luis Cebrián, na Pública, por Adelino Gonçalves.
P - Que efeitos vão ter todas essas mudanças nos jornalistas?

R - Já estão a ocorrer. Se olharmos os espaços da "television basura" [telelixo], é frequente ouvirmos muitos dos seus apresentadores dizerem: "Somos jornalistas, defendemos a liberdade de informação"... Costumo dizer que se esse senhor ou essa senhora são jornalistas, então eu tenho uma profissão diferente. A profissão de jornalista está a transformar-se e vai transformar-se ainda mais. Penso que essas mudanças ocorrem à medida que vai mudando toda a construção da democracia política burguesa. Ora nem nós nem os partidos políticos nem os governos temos consciência disto. Há uma espécie de gueto constituído por governantes, políticos e jornalistas, o qual não se dá conta de que a democracia representativa ameaça afastar-se da realidade social. Penso que este é um grande desafio. Os "media" adquiriram uma grande posição na mediação social. Por isso os governos têm tanto medo dos "media", que em muitíssimos aspectos são mais importantes do que os partidos políticos. Ao mesmo tempo, há uma desvalorização da política produzida pelos mesmos "media" e pelos mesmos jornalistas.
é um desporto pessoal, nem sempre com as melhores consequências pessoais... não é desconversar, mas sim atiçar com um discurso redondo, cheio de lógica, e contrário ao pensamento dominante, chocantemente reaccionário, como se fora verdade absoluta. no melhor dos casos despoleta uma agradável discussão que pode durar muitos minutos. no pior deixa uma péssima impressão no receptor, se não reconhecermos a sua frequência (sabemos sempre com quem falamos?). mas vale a pena arriscar e é daí que nascem muitas novas ideias para work in progress. mas daí até...

Sábado, Outubro 09, 2004

rope 2

a maré continua a mudar em st. louis: kerry soube atrapalhar bush logo desde o início neste 2º debate presidencial: até se engasgou da primeira vez que quis pronunciar berlusconi... kerry teve até agora a melhor frase para fazer esquecer o seu triste epíteto wrong war, wrong place blah blah blah, e saiu-lhe bem: the military win the war, but the president must win the peace! bush também atirou o seu you can run but you can't hide. empate técnico? mas bush irritou-se com facilidade um par de vezes, ao pior estilo nixon vs. jfk. será que as pools serão afectadas? kerry mente que nem um sonhador, sabe que é isso que o pode tornar vencedor. os republicanos começam a tremer, agora é que vão ser elas. next pr. debate? primeiro o 2nd vice-pr. debate. edwards não vai perder este carreirinho...
(esta história de quem ganha a quem, nos debates, tem muito que se lhe diga. no 1º debate tanto eu quanto os comentadores da sic news achámos, in loco and time, que bush tinha ressuscitado. no dia seguinte toda a outra gente dizia o contrário, munidos de sondagens. desta vez foi para mim instantânea e clara a vitória de kerry, e logo pela cnn chegava-se à conclusão de que bush tinha estado melhor e muito melhor(?!) que no 1º debate. eu vi e ouvi com estes olhos e ouvidos que os caracóis hão-de comer...)

Quarta-feira, Outubro 06, 2004

give 'em enough rope

ontem em ohio houve uma pequena troca de maré, uma lua enganada que pode muito bem - se ainda a tempo - ter dado origem a uma brisa fundamental para a verdadeira mudança dos ventos nas pools. edwards convenceu como kerry não o faz, cheney esteve muitos pontos abaixo do «novo» w.bush. aliás, não fora a competição interna dos democratas ter sido «atraiçoada» pelas sondagens e hoje edwards seria o candidato à presidência pelos demos e a vitória certa destes sobre w.bush - mas a vida política tem destas coisas. não é só pela public image que edwards ostenta com suceso - uma espécie de michael j. «all in the family republican» fox! - mas também pela clareza das suas exposições, pela frontalidade e por ser o sucessor óbvio da trilogia americana jfk-clinton-... mas kerry é que será a cara - e que cara! - da oposição, e é a ele que cabe a dura tarefa de, em guerra, convencer o povo norte americano que será um melhor commander chief que w.bush. e isso não é tarefa fácil, porque de guerreiro kerry não tem nada...
mas será que a audiência de um debate de futuros vices terá sido tão alta quanto a do debate presidencial? duvido, embora tivesse sido claramente superior em conteúdo. o que na big amerika pode ser uma desvantagem...

Domingo, Outubro 03, 2004

lookalikes



(muito mais que) pub



«Sickcom», de Hugo Amaro
Parque Palmela - Auditório Fernando Lopes Graça

23-09-2004 a 03-10-2004
5ª-Dom: 22h00

Grupo Azul Ama Vermelho
Maria Galhardo (Actriz)
Hugo Amaro (Actor)
Rui Mourão (Actor)
Selma Cifka (Actriz)
Isabel Simões Marques (Actriz)
Hugo Amaro (Encenação)
Joaquim Magalhães (Guarda-Roupa)
Hugo Amaro (Texto)

Sickcom tem cinco actores, cinco microfones, cinco círculos coloridos.
Sickcom apresenta situações aleatórias, fragmentos de discursos, discursos feitos a partir de fragmentos.
Sickcom é um espectáculo que nega essa mesma premissa; um anti-espectáculo.
Sickcom toma as drogas sintécticas como ponto de partida mas é incapaz de definir um ponto para a chegada.
Sickcom é uma comédia que não consegue sê-lo; porque é amarga, e perturbada, e cheia de náusea.
Sickcom é a ressaca, a alucinação, a paranóia e a ausência de um discurso inteligível.
Sickcom está repleta de incoerências, contradições, inutilidades, histerias e maus fígados.
Sickcom é absurdo, feito de estilhaços, esquisitóide.
Sickcom é um produto frustrado; é um retrato vazio porque é incapaz de encontrar uma substância.
Sickcom é o mais cínico que consegue.
Sickcom é a alienação no seu estado mais imberbe, fútil e estupidificante.
Sickcom cumprirá o seu objectivo se ao terminar não houver sequer um espectador na assistência.

Acaba hoje e é uma pena se não a forem ver se ainda não viram e se não a forem ver a correr. é um aviso sério: é a peça original portuguesa mais interessante que anda por aí desde... desde... desde... ainda vamos ouvir falar muito deste argumentista encenador e depois é tarde, depois é o facto de não terem presenciado algo no momento, algo que testemunhado tem o valor que tem, que é o de nos lembrarmos para sempre nas nossas vidas de momentos desta peça e das suas implicações no nosso tempo interior.
uma peça dos nossos dias e nacional não aparece todos os dias. claro que está lá o ecstasy, claro que está lá a solidão dos inadaptados, claro que está lá a nossa esquizofrenia mais a dos nossos pares, claro que estão lá belas canções, do anjo da guarda de ana deus até ao kylie&cave, num dos momentos mais belos e lentos da peça. a peça é acutilante ao ponto de nos estar sempre a dar «chapadas de luva branca», às quais regimos com prazer e um reacesso brilhozinho nos olhos.
«paranoia will kill you», soprou-me uma actriz ao ouvido, depois de me oferecer mini-smarties no assento. eu ouvi «obrigada por terem vindo». mas que sick país mediático é este que se esquece de propagandear «sickcom» como a peça nacional mais relevante de toda a estação?!

Sábado, Outubro 02, 2004

time less is more

9.10.04_DF

Lying in my bed I hear the clock tick,
And think of you
Caught up in circles confusion -
Is nothing new
Flashback - warm nights -
Almost left behind
Suitcases of memories,
Time after -

Sometimes you picture me -
I'm walking too far ahead
You're calling to me, I can't hear
What you've said -
Then you say - go slow -
I fall behind -
The second hand unwinds

If you're lost you can look - and you will find me
Time after time
If you fall I will catch you - I'll be waiting
Time after time

After my picture fades and darkness has
Turned to gray
Watching through windows - you're wondering
If I'm OK
Secrets stolen from deep inside
The drum beats out of time -

If you're lost...
You said go slow -
I fall behind
The second hand unwinds -

If you're lost...
...Time after time
Time after time
Time after time
Time after time

ontem dia 1 dia d'Ela

eu, pessoalmente, não consigo viver sem ela. e sei que há muitos e muitas assim.

Sexta-feira, Outubro 01, 2004

Bush & Estica


não digam que não eu previ que o socrates seria o próximo e sucessfull secretário geral do ps logo depois do guterres se demitir. e simpatias aparte, nestes debates é necessário ficarmos de fora e analisarmos as coisas a frio. bush ganhou definitivamente este 1º debate e aproxima-se do seu 2º mandato. há coisas que são mesmo assim. a oposição europeia ao bush faz-me sempre lembrar o nosso país em termos de média e os governos psd e psd/pp. está tudo contra mas o povo é que escolhe. e o povo americano vai escolher novamente o bush. ainda não é desta que temos uma portuguesa 1ª dama dos eua... calcanhar de kerry? wrong war, wrong place, wrong time.

Quarta-feira, Setembro 29, 2004

pub#2



«odiava tanto o disco... foi mesmo o motivo de ódio do crescimento musical do qual me lembro mais, devido à militância. disco vs. punk. os bee gees, por exemplo, que até tinham assinado algumas canções interessantes no início dos setentas, eram agora o alvo a abater, juntamente com o parolo do travolta. que cambada de bimbos! como é que se pode dançar numa pista com um sorriso no rosto quando o johnny rotten vomitava ao mundo o seu projecto situacionista para a música pop? quando os clash militavam na new&exciting european red wing? quando as visceras é que contavam? bah, aqueles mecs do disco era a escumalha da sociedade... hoje lembro-me desses tempos com saudade. e divirto-me à brava com todos estes temas de 1975 a 1979 que conseguem juntar na pista do lotus o quarentão e o hardcore, o metaleiro e o indie. afinal, acho que li nas entrelinhas do rotten qual é que ia ser o «nosso» no future.»
dj. Anj-Ello@lotusbar.4out04
é já na segunda-feira 4, véspera de feriado, que tem lugar a 2ª festa anual retRo de disco-sound no lotus bar.
by the way, estas festas são sempre às segundas-feiras para coincidirem com o dia de folga das bailarinas do casino. ok? gotogo.

Domingo, Setembro 26, 2004

pub


Sábado, Setembro 25, 2004

coisas&loiças



(prato)perigo!!! vicente jorge silva saiu hoje do ps e considerou a sua militância como um enorme equivoco. será que vamos ter o sucessor de «porto santo»?(pires)«the scum show», a acabar na casa d'os dias da água, vive de uma enorme enormidade: os seus jovens actores são os melhores que ultimamente vi, a peça é uma valente lição de má encenação. saimos de lá maravilhados com a composição pessoal e actuação de cada uma das personagens tim burtianas, chocados com tão entediante peça que peca por não libertá-los da sua performance pessoal e lhes dar o todo do palco, o todo do plot. com a música the gift em pt a não ajudar muito - nada! -, entre o yani tiersen e outras colagens colaterais(como uma interpretação acapela bjork&ana). (copo) se os a-ha eram a referência do refrão de «beautiful day», desta vez «vertigo» remete-nos directamente para os hives nas guitarras dos versos a's e para (chocante!) a kim "you keep me hanging on" wilde, oh so 80's. não que isso seja necessariamente mau. é o que é. e é u2. tb feito a partir de colagens colaterais, hecho a la mano, só que neste caso resulta... (travessa)«the terminal» não deixa de ser uma enorme decepção bem servida. hanks está longe do seu melhor, embora brilhe por alguns momentos. spielberg perdeu uma óptima oportunidade para realizar uma comédia kafkiana, e resolveu prestar o seu tributo a ny e à america pós 9/11 (chavena)«amerika« é o mais recente single dos rammstein. video impagável. refrão certeiro. somos todos amerikanos, coca-cola, wonderbra... espera-se o melhor para o atlântico. pop will eat itself? no. pop will eat yourself!

Quinta-feira, Setembro 23, 2004

serviço público #2

As cassetes online.

Quarta-feira, Setembro 22, 2004

e...

isto?

já sabia...

isto?

é galo?



a gala do rock transmitida pela sic na passada segunda-feira foi o 15º programa mais visto do dia. teve um pouco menos de metade que o programa mais visto do dia - curiosamente no mesmo horário - uma novela da tvi. teve apenas um pouco menos de espectadores que o concurso «o preço certo eu euros», transmitido na rtp1, antes do telejornal. mas teve mais espectadorers que o programa/debate que a rtp1 transmitiu em horário idêntico. o programa foi um bom programa - música de qualidade ao vivo, raro nestes dias - pese a fraca qualidade dos textos, que o herman ainda assim tentou ginasticar. a sic está de parabéns. a intenção é que conta...

Segunda-feira, Setembro 20, 2004

here's captain kirk!




depois de nancy, william. vivemos uma estação de comebacks inusitados e ainda bem. é surpreendente a versão de «common people», dos pulp, aqui duetizada com joe jackson. produzido por ben folds, com o toque do autor nick hornby, este inesperado registo conta ainda com a participação de henry rollins, aimee mann, brad paisley e lemmon jelly. mais um disco do fim-do-ano. entretanto, enquanto espero que has been me caia do espaço, recordo auditivamente a versão de «it was a very good year», popularizada pelo ol' blue eyes, e rememorizada por captain himself - neste caso com a preciosa ajuda do seu vulcano mais próximo...

Sábado, Setembro 18, 2004

a história continua...



Passados mais de 25 anos, a maldição, afinal, continua activa! Era a prova que precisávamos...

eu vôo


Sexta-feira, Setembro 17, 2004

fever


«Music Gets The Best Of Me».
«Murder On the Dance Floor».
mas porque é que estou a ouvir isto?!!!
por causa do 4 de out. by special request dj. anj-ello.
se as eXcepções no lotus 54 foram o prince e os outkast, desta vez, além da política habitual pura e dura 75-79, esta sophie também assassinará na pista de dança.

Quinta-feira, Setembro 16, 2004

audição do dia



(e, arrisca-se, da rentrée até ao natal!)
os convidados são de peso: bono and the edge, morrissey, john spencer, jarvis cocker, thurston moore e calexico. perfeito. time for nancy, again. her boots were made for it.

johnny hates jazz



durante o concerto a malta da primeira fila passou da adulação ao insulto. mas era a persona de johnny, e nisto de audiências rock sabe-se que o motherfucker não é insulto nenhum, pelo contrário, venha ele do palco ou da assistência. não sorriu durante todo o concerto e juro que quase mandou os cães da segurança avisar os meninos que se continuassem... lembro-me que o concerto dividiu essa malta. aqueles que adoraram e cantaram e saltaram do princípio ao fim e aqueles que disseram que aquilo era uma merda, que era igual do princípio ao fim e que o som estava outra merda. eram aqueles que percebiam e os que não. eram aqueles que sabiam que o it's alive era mesmo assim ao vivo e os que conheciam o disco e gostavam mas depois emitiam aquela paradoxal opinião, instigados pelos mais velhos. 1-2-3-4! judy is a punk... 1-2-3-4! gabba gabba hey... 1-2-3-4! lobotomy! inesquecível.
é o terceiro ramone a dar baixa. d'ele e dessa noite guardo a sua palheta que a_e_no_final johnny acabou por oferecer aos miúdos da primeira fila. rip.

Quarta-feira, Setembro 15, 2004

santanots

ao que parece santana lopes foi vaiado no pavilhão atlântico, numa das madonna noites. fair enough: já durão fora assobiado no estádio da luz e depois promovido politicamente na ue. santana poderá esperar por s. bento, depois disto?
não deixa de ser vanguardista este novo julgamento nacional, em locais públicos de grande afluência. já que as maiorias restantes decidem democraticamente nas eleições, e a abstenção continua a aumentar, nada melhor do que decidir ao vivo o destino dos nossos políticos, para depois os anal - istas panhonhas nos editoriais dos nossos média poderem dissertar à vontade sobre o futuro anunciado dos nossos governantes...
estaremos no limiar de uma ditadura de minorias?...

Câmara Carmona



carmona rodrigues chamou fontão de carvalho para o pelouro das finanças, na cml. fontão aceitou. fontão concorreu pelo ps, como independente. carmona chamou fontão sem falar primeiro com o ps. este ficou ofendido: «independente, independente, mas primeiro pede-nos a nós!». a resposta deveria ter sido «não», de qualquer modo. mais: o ps acha que assim estão a defraudar os eleitores. resta saber quem está e quais eleitores, se os que votaram nos vencedores ou os que votaram nos perdedores. mais depressa estaria o psd a defraudar eleitores ao escolher alguém da oposição para tal pasta - se o actual executivo, o ganhador, convida para tão importante pelouro um nome da lista adversária perdedora, como é que os eleitores do ps poderão se sentir defraudados? «o ps sente-se responsável perante os eleitores». quais? os do psd? há gente que quando é ultrapassada fica tão confusa...
sendo assim carmona é o 2º lone ranger da semana: gente que não segue os parâmetros «normais» da política organizada em seita para tentar melhorar a situação nacional.

SMO finito!

as coisas demoram tempo, não há revolução que dê em rápida mudança, e muitas das vezes, com o desenrolar dos anos, para pior...
domingo acaba o serviço militar obrigatório. desde 1988 que era contestado abertamente, sendo o psr na altura porta-voz desse movimento anti-smo. 16 anos depois...
o nosso sistema é ainda muito lento e primitivo.

Terça-feira, Setembro 14, 2004

Lone Ranger...



andamos todo o tempo a exigir políticos anarquistas, independentes da máquina governamental e até estatal, e quando se vislumbra algo de género viramos a cara, ou porque não é alguém da nossa simpatia pública e/ou política, ou porque afinal não sabemos bem o que queremos da vida colectiva. e já se sabe que os lone rangers são mesmo lone porque fora da ficção não existem companheiros tontos de jornada que os acompanhem na sua sede de justiça universal. os lóbis são lóbis, os partidos partidos, os clubes clubes, associações por vezes criminosas que poem a lealdade acima de qualquer verdade, na sua cruzada maçónica. depois muitos acham que quem toma atitudes desconcertadas e desconcertantes são apenas radicais à procura de notabilidade e poder...
eu não sei, não conheço assim tão bem as pessoas. julgo-as pelos seus actos. mas era bom que, em todos os quadrantes, outros mais se deixassem levar pela visão ética e individualista política que, por exemplo, luís nobre guedes evidenciou na apresentação singular e em directo da conclusão do inquério sobre o «incidente» da galp...

KINKS for a day



O que poucos reconhcem é que os The Kinks foram uma das bandas mais importantes de todos os tempos - além de Ray e Dave Davies terem inventado na pop a rixa de irmãos!
Não, não são os Kinks de «Give the People What they Want», dos estádios americanos nos 80's que me interessam. Antes os Kinks que nos anos sessenta inventaram os riffs e o heavy metal (!!!), os Kinks que escreveram canções imortais como «Waterloo Sunset», «You Really Got Me», «See My Friends», «All Day and All of the Night», «Dedicated Follower of the Fashion», «Tired of Waiting for You», «Lola»... E ainda, quem se lembra de dois dos grandes êxitos dos Pretenders, «Stop Your Sobbin'» e «I Go To Sleep», adivinhem quem os escreveu: Ray Davies, o patológico songwriter que ficava em casa sozinho enquanto os outros se iam divertir...
Entre outras canções que influenciaram meio mundo na pop, ficam também alguns títulos, muito familiares: «Definite Maybe», «A House in the Country» e «Never Met a Girl Like You Before»...


kabbalists do it better



ontem fui ver a madonna. gostei? gostei. gostei muito? não - gostei. não gostei? não não gostei.
(desculpa dna...) gostei da t-shirt kabbalists do it better. n gostei da versão do «imagine» (sacrilégio!). gostei de ter assistido à maior produção vídeo musical que já passou por portugal. não gostei da voz dela nos graves, sempre semi-tonada. gostei do espectáculo vídeo mui marylin mansoniano, dos palcos elevadores, da engrenagem. gostei das coreografias. não gostei de a ver tocar guitarrra, nem eléctrica nem acústica. gostei do som, dos sub-graves bem «altos» que nunca se havia ouvido assim no pav. atlântico - pelo menos em espectáculos musicais. não gostei que tivesse escapado o like a virgin. n gostei da foto do lennon. gostei de ver o lennon, e que 16 mil pessoas tivessem «seguido» o meu aplauso inicial vigoroso (oh, que petulância!). gostei do like a prayer. gostei da esparregata aos 46. gostei do merchandising. gostei do guarda roupa. não gostei muito do skater. gostei de ver «sinais» do priorado do sião em tudo quanto é sítio - e «madonna» começa a fazer sentido, assim como aquele palco que desce, em V... não gostei do papa don't preach, nem do holliday. gostei das luzes. gostei do express yourself. n gostei da mensagem anti-guerra, banal e nada reinventada. gostei do público. gostei de saber que foi a rádio capital a rádio oficial do concerto. não gostei mais porque gosto é de pop arock'n'rollado e não de pop amusic-hallado... gostei de a ver atenta devido à gravação. não gostei de a sentir contida devido à gravação. gostei que não houvesse encore. não gostei que não houvesse encore. gostei de ter pré-pago o parque e não ter ficado 1 hora naquelas bichas (literalmente).
a não perder.

Quinta-feira, Setembro 09, 2004

life before god

hoje foi um dia cheio. não é todos os dias que vemos alguém a des-respirar à nossa frente. 27 min. foi o tempo que a ambulância demorou a chegar. à minha frente, o taxista ainda respirava, embora tivesse sido subtraído/descarnado de parte do seu lado esquerdo físico. quando finalmente chegaram os paramédicos, movimetando-se mui lentamente, o senhor já tinha deixado de respirar - ainda ecoavam no éter as instruções do inem: «não toquem em nada!». podia ter fotografado/ filmado mas não. uma força interior superior impediu-me de registar aqueles momentos, mesmo debaixo da minha varanda do meu nariz. a vida a esvaziar-se a esvair-se. somos todos mortais, de carne em putrefacção e doenças galopantes. vamos antes em acidentes impensáveis ou na degradação esperada. quando presenciamos the breath of death somos todos irmãos. e percebemos que o tempo não é a medida dos nossos dias.

Quarta-feira, Setembro 08, 2004

hitch cock

rebecca é um belo filme do cineasta, mas em tempos de reality plus show a programação avança: amanhã, na sic 10 horas, um médico disfarçado ensinará os mais terminalmente doentes a auto-eutanasiarem-se, pelo menos àqueles que ainda o conseguirem fazer. da parte da tarde, o mesmo canal levará a antena aberta um toxicodependente doutorado que vai ensinar, passo por passo, a maneira mais segura e higiénica de alguém se injectar com heroína. depois, ao fim da tarde, e destinado a ex-figuras públicas, um programa em alíneas para a aprendizagem do suicídio à primeira. à noite, bem, à noite, em horário mais tardio, segue-se o magazine «para um sadomasoquismo selvagem & não perigoso», antecedendo um programa religioso tv-shop onde se vendem, a preços razoáveis, silícios para quem precise de se purificar pentenciando-se na sua própria carne. serviço público, portanto, directo ao cidadão livre e independente.
nada de mais. aliás, nenhuma destas actividades põe em causa directamente a vida de terceiros. nem mesmo de milhares de segundos, tal como o plano de extermínio em massa on land and not on waves que a ansiosa rebecca demonstrou, step by step, live on tv. hey leftwingers, jews are next?

Segunda-feira, Setembro 06, 2004

intermezzo



Chegou! Até.

Sábado, Setembro 04, 2004

Porto Moniz 04 04



vai lá vai... perto das piscinas naturais mais naturais e sem gás da europa espera-se que o palco suba antes da procissão missa ou qualquer ecumenicisse qualquer. sound substituído por line check e back to the health club. na tv: bush tem 11 pontos de avanço. foi um discurso de guerra, assumido, ao estilo churchilliano, daqueles que o mundo precisa de ouvir quando ainda está em estado de choque com o ultraterrorismo tchetcheno tss tss no seu último grau de children and women first. mas alguém quer ter a pretensão kerryana de dialogar com aqueles que dispararam nas costas das crianças que fugiam pelo pátio da escola no seu primeiro dia? olho por olho? dente por dente? quem merece viver? outra tv: o barco vai para vigo, não vai, dp da gaffe do sul de frança, depois afinal vai para espanha outra vez, o nome é que era parecido. do i feel fine? 1500 euros para visitar o bote? don't worry, os partidos pagam. give me a break, tanta tempestade num «vaso» de água, quantas discussões superficiais mais teremos de ouvir como verdades absolutas? as crianças por nascer não pertencem aos seus pais? a ninguém? mais a elas próprias, e é este o (meu) fundamento fundamentalista não - nada - religioso sobre a questão, embora custe tanto a explicar... bem, elas são em última instância, e como qualquer cidadão insider, propriedade do estado... outra tv: the scarfs, as aulas começam e os repórteres franceses são raptados e o italiano morreu, e uma inglesa diz na cnn que por que razão é que as mulheres da grande nação do islão, se se encontram entre nós, não se vestem segundo os nossos parâmetros? a mais básica das afirmações leva-nos a pensar que qualquer mulher que se desloque ao território «do outro lado» nem deve pensar sequer em impôr a sua minisaia ou top a qualquer área e visão pública do solo sagrado. fair enough: no véu, no skirt. sabe onde tu estás. o bem e o mal, a direita e a esquerda, o novo hitler e o salvador addams, a amerika e a europa, apontem as 7 diferenças. eu cá deixei-me levar pelo invisível espírito maçon da vinciano e trato desse assunto num próximo post encriptado em código d'angelo. a suivre, o priorado de sião.

Sábado, Agosto 28, 2004

go_t_to_go

mouro longe da mouraria não será o meu caso certamente pois a ascendência celta é muito mais provável. mas rumo ao sul, com alguns livros debaixo do braço (da vinci code, dan brown- vamos lá ler... - paul weller, the unauthorized biography by steve malins - amores da cadela pura, margarida victória - e o já encetado uma coisa em forma de assim, alexandre o'neill) meia dúzia de charutos e muita música «nova» ( zutons, weller under the influence, libertines, secret machines, nick cave, earlies, baby shambles, pearl jam, thrills...). farei depois escala em trânsito ao extra continente em forma de ilha. amanhã, hoje, o artesanato internacional será o back scenary para mais um pac a go go.

Quarta-feira, Agosto 25, 2004

Irão?

É oficial, o primeiro «vírus» a entrar no Irão é uma cassetezita dos Queen, com uma selecção forçada. Pode ser adquirida ao preço de um euro, embora a moeda seja outra, para não falar, comparativamente, do seu valor e do seu - deles - poder de compra. No entanto, há notas explicativas: Bohemian Rhapsody é nada mais nada menos do que a história de alguém que se torna um assassino e vende a alma ao diabo. Pois. Há quem (eu) acredite que este primeiro sinal sério de globalização no terceiro canto do mundo marque o início de algo importante: o modo como, em 2004, há muito tempo atrás, foi a pop music responsável pela aproximação entre os povos e os credos e iniciou a verdadeira jornada pela paz através da comunhão de refrões não religiosos e riffs instrumentais notórios, primeiro nos quartos-esconderijos das gerações mais jovens e algum tempo depois nos primeiros espectáculos ao vivo para toda a família. We all stand together.

Terça-feira, Agosto 24, 2004

Agosto, 30


Segunda-feira, Agosto 23, 2004

one more time



os efeitos secundários: depois do sono recuperado, a matiné dançante ainda ecoa na minha cabeça, em flashes visuais e em perspectivas pessoais. uma jornada única! agora espero o resultado do embate dos flashes do outro lado, temendo o pior. eu sei, nós sabemos como o digital lhes facilitou a vida em milhões de nano segundos e nos dificultou qualquer passo em verdadeiro ou em falso. depois da alucinada noite em lagos com a afável d. lucinda, da ida non stop para o sopé da serra, psicadelicamente continuada com a grill guerra ao sono, e da partida tresloucada para terras do meco nessa manhã perdida - onde o inigualável pmr nos superou e a si próprio, e a todos os incrédulos mostrou que aquela caixa é mesmo um espelho distorcido da personalidade - alguns resistentes ainda rumaram às capelas da terra, antes doutra terra dos sonhos os receber durante largos e nada habituais instantes. 4ª irá haver mais um pessegueiro na ilha, quinta 5ª noite em las vegas - uma espécie de fake home para 5 homeless do asfalto circular - e sexta regresso às arábias, mais uma vez, desta para iniciar e acabar na lagoa aquilo que ficou por dizer, há mais de 2 meses atrás. isto só para dizer que este blog está quase a ficar em pausa, até ao regresso para a rentrée, lá para meados de setembro. entretanto, outras horas e imagens perdidas assolarão as revistas da especialidade pouco especializada e nada recomendáveis... mas que las hay...

Sexta-feira, Agosto 20, 2004

NON STOP

old before i die? lagos after show 5 manhã d. lucinda zanzibar ac/dc behind closed doors 2 l. kamikaze for all rammstein plus neu metal (yeurrgh!!) but hey , cool... the mysterious osterreich girl, next to me, then wandering alone late in lagos marginal, i wonder... the incredible mobille grill! regresso stop directa 1 p/ sintra + dj + caipirinha catch up personnel plus drinks and food 4 out grill + directa 2 + dj + caipirinha love meco boat 10 am let's all chant filosofia no sorriso e na ponta dos pés? tomorrow tonight now?! stop when you drop.

Terça-feira, Agosto 17, 2004

RAM...RAM...



3 e tantas de um novo dia, numa camera obscura em vila franca do campo, um pequeno grupo assiste, ruidosamente, a uma exibição dvd rammstein a bombar num PA pequeno para o efeito. isto parece mais um concerto! entre a memória passada do pavilhão do belenenses e a espera para o pavilhão atlântico, a 9 novembro, são avivar de experiências assim que nos fazem aguardar avidamente pelo melhor. os rammstein são politicamente anti-r'n'roll? mais importantes que elvis com farda ss? basicamente românticos? circo de feras? os fura del baus nunca lá chegaram...

DROGAS DE LITERATURA



Not if you were the last junky on Earth... Depois de embarcar nas viagens de Cope, e resistindo, de certo modo, ao Código Da Vinci (o ano passado consegui vencer a tentação social de ler o Equador), mergulho na mente alucinada de Burroughs, agora através de Junky, recentemente editado entre nós pela Editorial Notícias, irmã adoptada da Oficina do Livro (ou o contrário?).
Na primeira pessoa, Junky descreve a experiência pessoal e opções devidas do autor de Naked Lunch, e a curiosidade é mesmo essa, tentar aqui decifrar/partilhar todo o universo grotesco da obra de Burroughs. Neste caso, passa mesmo por encontrar a substância...

Sábado, Agosto 14, 2004

HEAD ON HANG LOW

De astro pop da minha adolescência a madman across the stones, Julian Cope é o druida preferido de qualquer amante da cultura gerada pela música popular. Figura guru, aquele-que-ficou-todo-queimado continua a ser o mesmo autor de brilhantes pérolas pop dos anos 80 e 90, de «Treason» a «Head Hang Low», embora hoje habite um dólmen distante. A sua antiga paixão pelo krautrock, bem patente no seu livro, «Krautrock Sampler»

e por tudo o que tinha a ver com a vertente mais lateral da música popular (Beefheart, Can, Pére Ubu, Neu!, etc...) já é bem antiga, como o documenta o 1º volume da sua autobiografia, «Head On»

já seguido do segundo volume, «Repossessed».

A sua outra paixão por monumentos megalíticos já o fez pesquisar e publicar «The Modern Antiquarium»
(e inclusivé visitar Évora) seguido de «Megalithic».


Houve uma altura que recolhia fundos online para a construção, numa praia da orla escocesa, de um moderno(!) monumento megalítico. Lembro também a sua passagem pelo Rock-Rendez-Vous, em Lisboa, por alturas de «Wilder», o 2º disco dos The Teardrop Explodes, NUM DOS MELHORES 5 ESPECTÁCULOS QUE ME FORAM DADOS A VER E OUVIR ATÉ HOJE. E muito haveria a dizer sobre Julian - o que no entanto pode ser pesquisado aqui e ali.

O 1º volume da sua biografia, que acabo de acabar, é o relato mais crú e despegado das histórias da história da formação de uma banda e do percurso que a leva ao estrelato. Do desvirtuamento da música pela música a um chorrilho de paixões, invejas, roubos e negociatas, esquizofrenias agudas e psicadelismos por demais far out. Tudo isto me soa familiar, ao longe. Ao longe porque Portugal sempre pareceu um país de brandos costumes... Head On!

Quinta-feira, Agosto 12, 2004

Escolha do Dia



«Dylan and The Dead», Bob Dylan and The Greatful Dead, Live in 87, a €2.99, na Fnac.
Disco que dividiu fans e uniu a crítica do contra, um must para qualquer discografia, o encontro de um gigante com a lendária tribo perdida. Bastante mais caro, o novo live dos próximos Greatful Dead, os Pearl Jam, «Live at Benaroya Hall», é a outra escolha do outro lado do espelho, a €15.95.

Terça-feira, Agosto 10, 2004

WHO KILLED BAMBI? *



Já tenho mais um nome para la Festival née au Sudoeste, numa sociedade ali criada para o efeito por 2 modernistas- e abençoada pelo Franklim! - , o A.F.B.Q.S.N.F.N.N.V.P.! (A Festival as Bandas Que Se Não Fossemos Nós Nunca Viriam a Portugal!), também conhecido por A Festival! Eles são os Zutons, a juntar aos The Stands e The Coral, e sem dúvida merecem estar entre os eleitos. Ah, e o Arthur Lee está desde já convidado como padrinho, desde que venha sozinho. A lista será revelada dentro de largos instantes internéticos, incluindo dias e local da acção. Au Portugal, Já!

*Para o Cavaleiro, que jura a pés juntos que comeu uma sandes de veado durante o evento...

PRESO POR TER...



Raios! Que vida! Por um e por outro lado... Libertines no Garage a 10 Setembro, sem mim, «preso» num porto livre do outro lado da neo ponte!... By the way, Al_Cochete nunca me pareceu tão bem: primeiro a Academia, e agora um dos melhores palcos nacionais! Lá estarei, na ressaca Tom Jones e pronto para outra.
Ao zappar tropeço no video dos Pluto. E toda esta nova vaga electro pop da música portuguesa, agora mui aclamada pelos xperts, fica a dois passos atrás do futuro. Quem precisa de se vestir de branco quando temos o som negro dos Pluto? Quem precisa das bichisses em inglês dos anos 80 quando temos o presente em português? Em 2005, a pop-como-deve-ela-ser-rock passará definitivamente pelos Pluto, que com o primeiro single mostram que estão entre os primeiros (ou não lhes conhecessemos já o «focinho»...). Oioai!

Segunda-feira, Agosto 09, 2004

Beckenbauer, anyone?



A Sudoeste, nada de novo? Não, algo de novo e apetecia-me algo. De resto, eat your hearts out - Festivais are go! Estive lá dois dias e chegou. Sobre o resto, algumas fontes fide-indigenas relataram-me as ocorrências, partilhadas em vários quadrantes.

É bom poder testemunhar momentos assim. Momentos que lembrarei como dos mais marcantes, no que diz respeito aos concertos ao vivo. Se bem que para chegar lá se tenha que passar os ouvidos por algumas brasas...
Franz Ferdinand são neste momento um must. Aliás, foram o único must do Festival Sudoeste, este ano, festival cada vez mais empobrecido (a todos os níveis!), também ele vítima da global crisis (what crisis?) que assola o país - menos o país de Madonna. Mas a isso já lá irei.
Imaginem uma mistura explosiva de Talking Heads de «77», Buzzcocks, alguma no wave, shake shake shake, uns pozinhos de teclas à Motors, a nice shirt dress sense, figuras esguias e cortes de cabelo à bandas escocesas do início dos 80s, e obtém-se um resultado muito próximo de Franz Ferdinand. Muito próximo, mas não igual. Tão distante afinal como da 2ª divisão Groove Armada à I Liga dos Chemical Brothers...
Sem parar, FF deram o melhor espectáculo de muitos Festivais. E mais não vale a pena dizer, só guardar. É bom poder testemunhar bandas em estado de graça, em momentos chama da sua carreira, onde a novidade/criatividade se funde com uma energia imparável, capaz até de levantar os neo-freaks do Sudoeste depois de fumado o 18º charro...
É pena que os cada vez menos concorridos Festivais tenham elencos menos interessantes e tão repetitivos, tão repetitivos - e se calhar por causa disso mesmo. E depois...
Pouco resta do glamour de outros anos: os caterings de frios e quentes de outrora, embelezados por live flat panels all over, dão agora lugar a simples sopa, no espaço Vip, com o plus de um hotdog na meia-noite de sexta e o arroz de pato para todos os gostos no sábado. As bancadas Vip também desapareceram, dando lugar a uma inóspita e lateral varanda. Mas, também, para que serve um espaço Vip luxuoso? Deixem os jornalistas trabalhar e serem eles os auto-Vips! Não percebo que alguém assista a qualquer que seja o concerto da longínqua varanda Vip, nem que perca a verdadeira sensação de Festival que se vive nas barracas da cerveja e dos hamburgueres de avestruz...
Nesta história rápida realce também, e não seria honesto se o não fizesse, para as actuações dos Clã e dos Da Weasel, estes últimos com um dos espectáculos mais eficazes e concorridos dos 4 dias. E Virgul é sem sombra de dúvidas uma rising star. Apostaria que um disco a solo, produzido na área do Hip Hop que resvala para o r'n'b, se tornaria instantâneamente na next big thing portuguesa...
No palco dos portugueses, mais ou menos vazio, especialmente durante as primeiras actuações, algumas confirmações: Melo D., Loto, Plaza, Yellow W.Van e mesmo os renovados e mais teatrais Zen. Mas, perdoe-me, como é que pode ser tão refrescante como realmente foi ouvir as canções herméticas dos Oioai - leia-se Ó-i-ó-ai - com umas portuguese poetic lyrics tão genialmente particulares, depois de um mergulho de fim-de-tarde nas águas frias da orla alentejana? A descobrir cada vez mais, estes Oioai, sem concessões.
Mas a melhor música do Sudoeste também passou pelos écrans PUB que irritantemente preenchem os intervalos entre bandas, inexplicavelmente, ou talvez não, com MAIS VOLUME AUDIO que alguns concertos... Como conferia e me diziam ao lado, os Pluto mereciam estar ali, mesmo sem álbum.
Os Dandy fizeram pouco, entre o psycho bluegrass do próximo disco, ali destapado, e as paragens rítmicas syd barretianas que serviam de banda sonora às imagens de fundo. O Arthur Lee, como se sabe, não apareceu, numa espécie de sketch Kaufmaniano, os Zero 7 sentaram muita gente, tal como os Massive seca tinham feito na noite anterior. Os Massive, numa espécie de demagogia Michael Moore sem aspecto roliço e piada alguma, informavam que os nomes que passavam no fundo do écran eram os das vítimas iraquianas -mulheres e crianças only- desde a invasão americana do território. Válido, mas o concerto foi tão longo e chato que bem podiam ter posto todos os nomes - homens incluídos - gaseados na época Saddam, que ainda faziam alguns encores... Ash e Hermanos cumpriram, mas sem mais, sem a química que sempre se espera.
Mas voltemos aos Franz. Eu pelo menos volto já!

Sexta-feira, Agosto 06, 2004

HORAS reportadas

Enviado hoje para The Sudoeste Festival, o Horas Perdidas promete a reportagem do 2º e 3º dias do evento, a e-ditar no início da próxima semana. Apenas de Franz Ferdinand e Arthur Lee + Love, contudo, os pratos principais. Das entradas e saladas, em pincípio, não rezará a crónica. A não ser...

Quarta-feira, Agosto 04, 2004

STAR WELLER...



with a white jacket!
«Wishing On A Star» é o 2º single avançado para o novo disco de covers de Paul Weller, «Studio 150». Tal como o disco, o vídeo é um absoluto clássico Mod, na sua simplicidade. Porque é que me lembra o vinho do Porto?...

Terça-feira, Agosto 03, 2004

ESTE ANO É QUE É!



ONCE A MOD...



Polémico, Paolo Hewitt faz a sua revisão do movimento dos modernistas (conhecidos como Mods), com quase 6 décadas de histórias e transmutações estético-musicais. Tudo com base na evolução da street fashion, sempre acompanhada de muito perto pela música. O livro- aliás, um conjunto de citações pontuadas com rasgos de Hewitt - ganha um interesse particular ao descrever, situar e classificar o vestuário dos movimentos como uniforme - e até pele essencial! - de tribos que se foram sucedendo. Faz-nos até pensar que as roupas têm alma! Menos freak não podia ser... E isso é bom. A auto-estima também tem a ver com aquilo que pensamos que estamos a vestir. E o meu sonho era que as criancinhas de todo o mundo nunca mais passassem fome e... Não, nunca o livro resvala para o lado da fútil moda que o deixa de ser quando nela se torna. O pioneirismo é a palavra de ordem, pioneirismo esse que tem sempre rejeitado o mediatismo como caminho mais fácil para a sua globalização. Ainda hoje, os Mods, alguns transfigurados em Casuals - culpa do futebol e do brit-pop! - continuam a viver o seu culto como algo semi-privado. A sua música, os seus clubes, as suas lojas de roupa e vinis, os seus penteados, as suas drogas... De novos jazzistas a Soulboys, de seguidores da Stax até dançantes do acid house, cabem todos debaixo do mesmo princípio de vida. Princípio que Charlie Parker teria em mente quando soprava daquele modo singular no seu sax: This is now! Ok, o passado está cheio de coisas boas, mas vamos agora inventar o caminho da MODernidade. E com alguma elegância, sff!

EXPO CLUBE VESPA


Em Alcântara. Já acabou.

MISERERE

Chega Agosto, sentimos a nossa miséria. O tempo piora, o país não funciona, começamos a chorar pelos amores perdidos de Verão... Mas a vantagem é Lisboa estar deserta. Especialmente de viaturas e pessoas habituais. É bom deambular pela cidade, aproveitar o espaço livre antes que todos voltem de férias. Ir ao teatro, ao cinema, andar a pé, conhecer alguns turistas, almoçar num escondidinho em conspiração de palato e provar aquele vinho branco austríaco, seguido por uma revolução engarrafada há 30 anos , para depois me render definitivamente ao Charme do Douro... Em Agosto o tempo está congelado, embora o fim das férias sempre nos dê aquela falsa sensação dinâmica de «agora que a altura chegou, e pela qual estivemos todo o ano à espera, vamos mas é aproveitar!». Agosto é um Domingo gigante. Um Domingo enorme, um dia com o peso morto da fronteira entre o fim-de-semana e o princípio. Tal como o mês de Agosto em relação ao resto do ano.

e-VIDÊNCIAS de-VERÃO 1

Parece-me evidente que sousa pinto mentiu aos dois lados; que soares jr. nunca irá lá; que mesmo que sócrates ganhe internamente, só ganhará externamente para a próxima; que este é o último ano dos festivais; que a retoma já se sente no... ar?; que a RTP (2 e N) está finalmente a por no ... ar? 2 programas de apoio à nova mp - o hangar e o ultrasons, claro - além de se prever ainda mais um a seguir ao verão com colaboração da spa; que o último moore está cheio de inconsistências, como qualquer boa campanha política - neste caso meia - ralph nader forever, mike?; que o verão já acabou este ano; que este potter é o mais fraco dos 3; que o fogo queimou mais este ano - eu cá tinha cuidado, rapaz-árvore...; que santana ainda não deu nas vistas, o que pode ser bom sinal; que a volta a portugal já não é o que foi; que as ilhas continuam a ser o melhor de portugal; que as câmaras mega-pixels-mini-digitais se perdem com muita facilidade!; que ainda não houve disco do ano; que a mp está a vender mais; que a madonna bateu 1 recorde; que não há nem nunca houve independência jornalística - saramago dixit; que os franz ferdinand vão arrasar o sudoeste; que ninguém percebeu o dylan em vilar de mouros - salvé a excepção a.costa + eu q n vi mas q sei; que a série sopranos está mais fraquinha; que se faz tarde.

nota: O FIM DA HISTÓRIA


attack Posted by Hello

Calma, não se trata aqui de nenhum juízo final deste blog nem de nenhuma tentativa de branqueamento... Mas os comentários blogger parecem-me mais limpos que os da squawk tv, e são free-advert. Por isso, e por de momento não saber como os pôr em coexistência, volta Fukuyama, que a história começa aqui - esta com h pequeno, para se diferenciar da estória, que essa não interessa a ninguém...

Quinta-feira, Julho 29, 2004

I´m back...

but I´m gone! Não, ainda não me transformei no meu nut-guru Cope , mas o chamamento das ilhas, este Verão, é constante! Definitivamento talvez seguro num online estabilizado, técnica e espiritualmente, desejo-vos a todos um óptimo fim-de-semana! E estou mortinho por lavar a cara ao blog...

Terça-feira, Julho 20, 2004

Black Sabbath

É a altura de um período sabático. Desculpem. I'll be there.

Sexta-feira, Julho 16, 2004

quizz_embaixactriz

«Penso sempre nisso, desde que me deito até que me levanto. E vice-versa.». Quem disse?

quizz_time

Kiefer Sutherland, Romário, Paulo Futre, Cindy Crawford, José António Tenente e Mike Tyson. O que é que estas pessoas têm em comum comigo?

Terça-feira, Julho 13, 2004

language is a...

20m. É tudo o que me resta, aos soluços. Depois, é voltar ao zero, recomeçar, bem não é bem recomeçar do zero mas do ponto em que se ficou. Isto se formos demasiadamente atentos e «salvarmos» de minuto a minuto, ou preferencialmente de 30 em 30 segundos. Isto se «ele» não começar a enviar mails discriminadamente em catadupa, o que me impede de continuar. Isto é, de recomeçar em pleno. Vamos então à progressão inclusiva de quem se afasta ou é afastado pelas leis da gravidade. 3-2-1-0. Até então.

Quarta-feira, Julho 07, 2004

PTELEPOCK

Este blog encontra-se abandonado, tal animal de estimação em férias, muito por culpa dos responsáveis da PT e Telepac altogheter. Esperemos por melhores linhas...

Quinta-feira, Junho 24, 2004

mais algumas horas...

O blog retomará as suas funções de absoluta perda de tempo e dinheiro - em prol do enriquecimento comucacional - no início de Julho. São horas de mudanças...

Segunda-feira, Maio 31, 2004

IN_CERRADO

Por dentro. Ausências são outras aproximações. O blog retomará a sua actividade em meados de Junho. Obrigado.

Segunda-feira, Maio 24, 2004

meta-paradoxo


Seixal, 5/04.

Sábado, Maio 22, 2004

HUMANA COMÉDIA?

Xed again?!

Sexta-feira, Maio 21, 2004

Andy did you hear about this one?...

Estou banzado. Será? Testes de DNA já o comprovaram, a sua morte nem sequer consta do arquivo da Social Sercurity... Há 20 anos Andy Kaufman encenava a sua própria morte. E morria. Morreu? Acredito/não acredito. Nos próximos dias, pelo sim pelo não, vou ser visitante assíduo do seu sudário blog...

Sábado, Maio 15, 2004

MUSICAL UMA COMÉDIA PORTUGAL

Eu Fui. E acho que também devem ir, nem que seja para reflectirmos de um modo light sobre o estado da nação. Não que acrescente alguma coisa ao que diariamente vemos nas TVs e revistas cá do burgo - e esse será porventura o maior «pecadilho» da peça musical - mas porque apresenta uma construção de espectáculo bem conseguida e muito acima da média em relação ao que se faz por cá, no mesmo campo - e faz-se tão pouco! Resulta. É bom, as letras e as piadas são inteligentes, os actores e cantores são bons (sim, sim, Nicole Eitner é mesmo uma revelação nesta arte plástica da comédia!), os músicos são bons. A encenação é ao mesmo tempo cuidada e informal e o ambiente entre a equipa é de saudável diversão. Claro que musicalmente não se espere nada de renovador, mesmo dentro da própria escala de evolução da música de Sérgio Godinho. Há momentos em que somos até remetidos para décadas passadas, quer em termos melódicos quer harmónicos, o que, por seu lado, retira alguma contemporaneidade ao próprio assunto e espectáculo. Mas vejo muito mais a tão desejada «renovação da revista à portuguesa» se operar por estes lados do que doutra forma qualquer...

2 para 2ª

Sexta-feira, Maio 14, 2004

espetada, anyone?

Cada vez mais acho que o hino dos Garotos Podres(br), «Quero ser um Ditador», começa a ajustar-se a um maior número de dirigentes worldwide. Senão vejamos: primeiro foi a retaliação aos turistas americanos em resposta ao controle apertado de emigração de brasileiros para os EUA, agora o cancelamento de um visto ao jornalista americano que insinuou que Lula da Silva tinha problemas com a bebida... «Ai essa terra ainda vai cumprir seu ideal/ainda se vai tornar...».

Quinta-feira, Maio 13, 2004

Oh my my...

Paperwork. Amanhã é dia de ajustar referências com o Estado. Nunca acreditei que essas referências fossem determinantes - como se nos pudessem defenir a cada instante do mesmo modo! - nem que fossem imutáveis. Tal contratos com expiração, tudo o que nos une à maquina Estatal de referências não passa de um instante em que assumimos um determinado acordo escrito. Os papéis não nos definem, nem ao menor actor que os tenha de incorporar. Mas há memórias que ficam, tatuadas no passaporte físico que exibe orgulhoso os seus carimbos longínquos. Vou tentar guardá-los longe da vista dos observadores do sigilo e pressioná-los aqui bem perto no meu bolso das recordações. Será possível escrever sobre isto? É. Não Só mas também. Paperwork.

E Ainda...

Dia 22 de Maio é o Dia do Autor Português. A S.P.A. promove o evento com a entrega do Prémio de Consagração de Carreira a Matilde Rosa Araújo, do prémio do Teatro, a leitura da mensagem do PR e uma «surpresa» musical. Mas devido à existência de ... as comemorações passarão para dia 24, a partir das 18.30h! :)

CASCAIS 22

Cascais Moda 04, este ano na Cidadela de Cascais, espaço recuperado aos militares para o Concelho e seus eventos. A festa segue com «5 minutos de marcha até ao Coconuts», estando «o render da guarda marcado para as tantas da madrugada». O convite diz ainda que «Quem não for é desertor!». Desertores não sei, mas bem perto dali, nesse fatídico dia 22 de Maio, cheira-me que a marcha será outra!

Quarta-feira, Maio 12, 2004

Ó dIABO!



Estreia a 22 de Maio (!!!) a adaptação teatral do livro «Venha o dIABO e Escolha...», por Paulo Dias da Animateia - Teatro Experimental da Amadora. Pela amostra no Lótus bar aqui há uns tempos, é mesmo imperdível! Começa é a existir uma aglomeração de datas encavalitadas que nos dão a volta à cabeça! Eu Vou! Eu Vou! Mais info aqui. Marquem lá no vosso calendário, vá!

Terça-feira, Maio 11, 2004

EU VOU

Ao Cabaret. Solicitado como júri de concursos. Da Coxa. Entre BLISTER, FUNKOFFANDFLY, ORGASMO, WEGO, CIVIC, VANESSA, THE STARVAN, MY TIE, THE FINGERTRIPS e DOINK, hoje à noite há que escolher em directo a banda contemplada com a actuação no palco do RIR. Não falarei com o papagaio. Sei qual deveria ir mas não posso dizer. Merecer mereciam várias, mas só há lugar para uma, devido a todos aqueles artistas estrangeiros...

Terça-feira, Maio 04, 2004

DND yes TNT!

Estou a ouvir as primeiras masterizações de DND (para quem não saiba ainda, «Delfins' Not Dead!», futuro próximo cd onde bandas do novo panorama punk - hardcore - rock nacional atacam repertório dos Delfins). E pelo que estou ouvir, se estivesse no br diria detonador...
Os Zorg fazem uma versão irrepreensível de «A Nossa Vez», eu diria até que... Bolan eléctrico fuzz 30 anos d.c. «enfusiasmante»! Mas que grande cantor! Que grande versão! E não pára de bombar com a gravação dos Anti-Clockwise, com o super «Monstro», don't stop till you get enough. Mas que boa volta! Isto começa a... E que «interessante» ouvir todas estas bandas, às quais muitas já assisti ao vivo, a cantarem - algumas pela 1ª vez - em pt! Não, não é fundamentalismo... apenas curioso, muito surpreendentemente curioso! Melo hardcore para «O Teu Nome», pelos Whoz Next! Nada atrás de muitas bandas internacionais que pululam por aí nos principais canais de cabo, pelo contrário! E que grande final!... Como é bom ouvir estas outras canções, roubadas e violentadas no melhor sentido. Acho que estes miúdos tocam muito melhor que os grupos da minha geração tocavam no início, há 20 anos atrás... Afinal... é evolução!
Como comprovam os Civic, que aceleram «Não Vou Ficar». Intelligent aproach, forte e subtil. Uma canção é uma canção, mas que pode ter muitas peles que enformem a carne de modos diferentes. Boas vocalizações, contidas e sensíveis. Do melhor que tenho ouvido. Simples, forte e eficaz. E volta o trovão, o grande trovão Outstanding, com um daqueles momentos que fazem a diferença, só para não iniciados, «Ao Passar Um Navio», gritado ao céu, bradado ao mar de distorção que rasga o nosso destino, a nossa vida. Brilhante, para um clássico. Grande performance, vocal e instrumental. Coeso, despertador. Muito pro com muita energia verdadeira, o que por vezes - muitas! - é difícil conciliar. Grande empenho, grande resultado!
E fico por aqui... Já?! Já sei quem vem depois, ainda não ouvi mas pelo que ouvi dizer... Vai ser um dos discos do ano, sem dúvida! A versão da «Sharon 7tone(R)» promete, rock do deserto pelos Caveira , assim como «A Queda de um Anjo», pelos death metalish Sick Souls, assim como «A Voz do Crime» a cargo de uns novíssimos Morte Forte, assim como muitas outras - ao todo 16? 17? - que (ou)virão. Como diria o produtor deste disco, o ZP, Brutal!

Segunda-feira, Maio 03, 2004

dupla piada interna bruta

where do you stand?
at the royal albert, 'course.

Quinta-feira, Abril 29, 2004

SOMOS TODOS ESPANHÓIS

A ministra da Cultura espanhola, Carmen Calvo, anunciou esta quinta-feira que o Imposto de Valor Acrescentado (IVA) sobre os produtos musicais vai baixar de 16% para 4%, uma redução que também se reflectirá nos livros, de 4% para 1%, de acordo com o prometido pelo PSOE durante a campanha eleitoral
Ao baixar o IVA para 4%, os produtos musicais contribuem para que «paguemos os bens do nosso país», sustentou a ministra, acrescentando que assim «os cidadãos compram cultura e os criadores podem viver da profissão».

Tornar os produtos mais baratos também vai contribuir para reduzir a pirataria, afirmou Carmen Calvo, em declarações à Cadena SER.

Em Portugal, os discos, CDs e DVDs continuam a sofrer do efeito de uma taxa de IVA de 19%, uma das causas apontadas para a crise da indústria discográfica nacional.


Informação da responsabilidade de Diário Digital © Copyright 2004

Euro aparte

Junho: de todas as selecções, a do MOZ parece-me a mais interessante...

Terça-feira, Abril 27, 2004

1GRANDEFIM-DE-SEMANA

Não pude estar presente :( mas posso ouvir aquilo que perdi in person. Franz Ferdinand, Ash, The Streets e, claro, Keane.

ÍDOLOS de hoje

A indicação é que estes ídolos participam em mais um daqueles concursos de TV... Irmãos e irmãs: digam-me que eles estão a gozar!!!

EU VOU

Ao Paul Weller em Londres...
E podem ficar com o Rock in Rio só p'ra vocês...

Segunda-feira, Abril 26, 2004

26 de ABRIL - o dia seguinte

Ouvi na SIC Notícias e encaixei. Em muitos dos casos, especialmente no século passado e anteriores, «Um exército, quando perdia uma guerra, fazia sempre uma revolução». Uma maneira do poderio militar imputar ao poder político a sua derrota estatego-militar? Sabe-se que a guerra de África, em vésperas do 25 de Abril, estava praticamente perdida, e com grandes difculdades nos seus aspectos logísticos - um autêntico fardo despesista para a nação! Mas será que se o exército português tivesse ganho a guerra do Ultramar, neutralizando todas os forças de resistência africanas a tempo, teria levado a cabo, de igual modo, a revolução dos cravos, libertando este país do seu sistema caduco? Será que os militares de patente, depois da vitória, premiados com cargos administrativos e militares por todas as ex-colónias, teriam a vontade necessária para o golpe de Estado? Afinal, 30 anos depois, continua a haver matéria para reflexão...

Domingo, Abril 25, 2004

HÁ VIDA ANTES DA POP

É bom ler que os FF, além de fazerem óptima música, também sabem o que estão fazer. A ler e decorar por muita banda cá por estas bandas...



FRANZ HAVE A POP!

FRANZ FERDINAND have hit back at claims that the band have 'sold out'.

The 'Take Me Out' stars, who released new single 'Matinee' this week, claim that the much of the alternative music world suffers from "artificial modesty".

Frontman Alex Kapranos explained that the band are very ambitious. He told VH-1: "Alternative music sometimes suffers from an artificial modesty. It’s like, ‘Oh, please forgive me for my errors and my abilities, I'm really not trying that hard,’ when in reality, anybody who's in a band is ambitious. We wanted to play pop music. It's that simple."

"People think because of our artist background that we're going to be some strange, experimental band, but we're not at all. If you look at the other bands that have come from that background, you see the same thing. Talking Heads, The Who, even The Beatles were all art school bands, but it doesn't mean they're going to be sitting there with some contrived situation."

"We don't see ourselves taking over the world or anything. I like the idea that people might see us [on TV] and say, ‘I could do something like that’. I like the ‘Sniffin' Glue’ (fanzine) attitude, ‘Here are three chords, go and form your own band.’ It's almost ludicrous for us to be in a domain completely taken over by manufactured pop bands and ‘Fame Academy’. I hope people will see us and go, ‘Yeah!’"

"I'd say Duran Duran and The Fall were equally influential on the band," explained Kapranos. "To me Duran Duran and The Fall is pop music as much as Duran Duran is pop music. If you listened to what Duran Duran and The Fall actually listened to themselves, it was all Motown and Northern Soul.

"Their leader Mark E. Smith would get the musicians in a room and say, ‘Play something that sounds like The Beatles. In their heads they're playing something like it's pop music. That's the way we feel about it as well. It's pop music."


in nme.co.uk

Sexta-feira, Abril 23, 2004

KEAN ON ME




as cidades ah as cidades ah barcelona é sempre sempre uma cidade especial espacial onde as ruas nos levam a outras que nos levam a outras e de volta às mesmas e depois resta-nos descobrir os casulos os entraves e as células onde se vivem momentos onde acontece o irrepetível onde se ganham perdem oportunidades se descobrem riquezas incalculáveis à lupa humana sim keane foi uma raridade porque eu sei do que falo e a energia está lá quando está lá sem esforço apenas paixão e no futuro brilhante apenas por momentos se repetem momentos mágicos e sinceros como aquele momento da musica popular a que presenciei devoto e peregrino onde quer que ela a musa música me leve sim venho mais leve do peso que ganhei daquilo que absorvi um dia ainda hei-de ouvir aquelas canções e estar noutro lado mas aqueles minutos ali tão perto ali ninguém me limpa da memória sim as cidades mudam-nos nós mudamos as cidades nós mudamos nas cidades as cidades não mudam assim do pé para a mão mas os nossos pés desgastam o caminho e as ruas ficam mais vincadas mesmo se insistirem em nos ignorar mesmo que nós nos escondamos debaixo de uma pala de um chapéu que se adquire para passar despercebido de quê? de quem? de apenas duas três pessoas talvez mais quinze vinte que viram várias vezes a cabeça queremos liberdade absoluta mas somos poucos sim somos muito poucos em barcelona são mais os franceses japoneses alemães brasileiros e os portugueses nos quais por estes últimos dias tive a verdadeira sorte de não me incluir não estão por lá não viajam ficam presos ao seu fraco imaginário monetário e tratam-se como se ainda vivessem no tempo salazar ou enquanto no tempo cuba e não crescem não se soltam à solta mas eu gostava de ver mais portugueses em barcelona mas que eles não me vissem.

Segunda-feira, Abril 19, 2004

COVER

quer por vezes dizer capa outras tantas versão há mesmo versões imbatíveis mas antes da POP as versões não eram bem versões eu explico quem cantava e depois gravava a primeira versão de uma canção lá está a 1ª já era versão por isso não sei se alguma foi original alguma vez excepto aquela em que o compositor não intérprete vocal escrevia ao piano sobre linhas direitas de música o seu pedaço de obra mas dizia eu que não sei se foi primeira versão a do frank sinatra ou a do lou rawls sei que a do chet baker deve ter sido depois a julgar pelo ar da sua voz e a da barbara streisand foi definitivamente depois depois mas «send in the clowns» de stephen sondheim é uma das mais belas canções sobre a inevitabilidade do fim das coisas e de como tanto de belo podem ter o desapontamento e o não dar certo que nos levam a ouvir vezes sem conta canções contra a alegria que deve haver em nós como pedia o bach nos seus momentos finais afinal o sorumbático proporciona o vôo e o contrário e a constatação é uma solução despida de ironia isn't it rich? isn't it bliss? don't you love farce?


"this could be the end of everything
so why don't we go
somewhere only we know"

a pouco mais de 24h até ao embate não consigo parar de ouvir estes neoclássicos temas keane algures entre os radiohead do início e mellow power u2 this could be the begginnig of everything las ramblas here i go again fast fast fast in the airobhan rumo à fonte da eterna juventude via husa oriente prometo voltar fascinado + 1 x

Domingo, Abril 18, 2004

ESCURIDÃO VS LUZ NEGRA

Os The Darkness tocam no Festival Lisboa, no dia do Iggy POP.
Os The Darkness são um fenómeno POP, hilariante para aqueles que apreciam as retrovoltas da música POPular.
Os The Darkness irritam aqueles que não têm sentido de humor POP.
Os The Darkness são um caso sério de POPularidade, mas não se sabe se irão durar.
O POP, e o próprio Iggy, ninguém sabe como é que duram!
O Festival de Lisboa é o mais POP de todos os festivais e é o mais retro (Deep Purple, Cheap Trick, Status Quo, Bowie...) e além disso é o único festival que não explora músicos portugueses.
O Iggy POP dá uma tareia aos Pixies e aos Foo Fighters.
Os The Darkness são tão POP que até cintilam.
O Iggy só é POP de nome, ou talvez não, «The Idiot» é um grande álbum de Rock com atitude POP.
Eu gosto muito de POP mas nada de POP sem atitude Rock.
A boa música electrónica tem atitude Rock, mesmo quando é POP(!).
Os The Darkness tocam no Festival de Lisboa, o melhor festival urbano-POP deste ano em Pt.
Eu já estou lá.

Quinta-feira, Abril 15, 2004

THE HAPPY GOTH



Amanhã a luz verde? e terça próxima guiado pela música e pelo romance que paira sempre no ar enformado pelas ruelas do bairro gótico alone in the dark light regresso a barcelona sim também vi o adolescente filme a residência aubergue espanhol mas lembro-me sobretudo da praça george orwell de umas botas gastas caríssimas que hei-de levar para a cow boy cova das ramblas mid-madrugada e dos prédios em movimento mas sim está tudo a postos para ir conhecer mais música nova mais espírito novo keane de seu nome no guitars only piano bass & drum ir e voltar flash de road movie de esgar acelerado e nos headphones the happy goth que neil hannon tão bem escreve e canta na sua nova velha comédia divina.

Terça-feira, Abril 13, 2004

RETRO

Adivinho um novo período retro na minha vida de escuta. Não é por acaso que há uma semana que oiço ininterruptamente os The Coral e agora os The Stands. Ambos soam a épocas passadas, com particular relevo para a popsichadelia late 60's e pré-hippiesmo West Coast.
Este ano de 20 anos ouvidos doutra maneira tem certamente culpas no cartório... Chegou-me hoje o tão desejado «An Afternoon in Company», de Richard Jobson, soberbamente acompanhado, no seu ofício de diseur, por nomes como o Wim Mertens, Vini Reilly (Durutti Column) e Paul Haig. O disco é de vinil, originário da Bélgica (Les Disques du Crépuscule) e data de 1984. É um disco datado de todos os tempos...
Ser retro é ser datado. De todos os tempos, acho eu. Agora que o vocalista dos The Darkness vai substituir Freddy Mercury nos Queen para um espectáculo muito especial, e que nomes como o Iggy Pop, Pixies, Cheap Trick, Deep Purple, Status Quo e outros visitam este Portugal 2004, não haverá melhor maneira de passar o Verão do que assumirmos o ser retro como algo de bom. E esperem pelas pancadas nas pistas de dança que irão crescer desde Cascais, pois o disco sound também voltará para ficar!

Segunda-feira, Abril 12, 2004



Esqueçam. Se não gostam do homem, se não o suportam mesmo, se o acham um pedante, faux director etc e tal, esqueçam. Não vão ver «The Brown Bunny». Se não engolem o facto de Gallo fazer todos os papéis artísticos e técnicos dos seus filmes e projectos - actor principal, realizador, director de fotografia, camera man, músico, engenheiro de som... - então não vão gostar certamente do filme que tanta polémica e rabos dos assentos levantou em Cannes. Se não suportam mesmo a cara do homem... Bem, no filme a nuca é que protagoniza! Gallo aparece realmente em grande plano em 75% do filme, embora muitas vezes de costas, outras tantas desfocado, desenquadrado... Agora se, à partida, embirram mesmo com ele, se Vincent Gallo é o vosso the man you love to hate... Não vão ver. Vão odiar.

Por outro lado... Se acham que o cinema contemporâneo não tem forçosamente de contar uma história fechada, se acreditam que o que vale no cinema são os momentos em detrimento da acção, se acham que a banda sonora é elemento superlativo nos bons filmes, se preferem um bom confronto de situações interiores a um guião escrito a muitas mãos da indústria, se preferem uma boa ideia para ser discutida do que a explicação de muitas... Bem, podia ficar aqui horas perdidas.

«The Brown Bunny» é um Filme. P(r)onto. Preconceitos aparte sobre o super protagonismo de Gallo em todas as áreas, é um brilhante road movie que ilustra uma viagem pós-traumática, e mais não irei aqui revelar. Não é um filme de sensações mas sim de sentimentos, sentimentos contraditórios na luta interior da mente com o corpo. E que «pinta» a relação com os outros. Sim, é minimal, muito minimal mesmo, mas maximizante no seu resultado sobre nós. É que assistindo a «The Brown Bunny» podemos respirar para fora e expirar para dentro, o melhor que um filme nos pode proporcionar. Como dizia alguém num concerto dos Pink Floyd em Paris, circa 1975, «O ar é música, respiramos pelos ouvidos». Aqui a frase completa-se:«O ar é imagens e música, respiramos pelos sentidos».

Sexta-feira, Abril 09, 2004

ABERTO ATÉ DE MADRUGADA

Ontem foi noite de «Paisagens Americanas», no Teatro Aberto. «Road Trip», «Merge» e «Land of the Dead», são três peças «state of the moment», escritas para teatro-cinema pelo cineasta-dramaturgo Neil LaBute. LaBute é sem dúvida um dos argumentistas contemporâneos mais importantes, a voz da América, de outra América, de Salt Lake City dos mormons até à Big Apple das horas da derrocada de 11 de Setembro. A derrocada das relações humanas, tal como da relação que temos com nós próprios, sempre foi o universo das «cenas» de LaBute. «Paisagens Americanas» não é excepção. Com encenação individual e conjunta de Rui Pedro Tendinha e João Lopes, que nos apresentam 3 belos storyboards acompanhados de música escolhida a preceito, estas paisagens são os nossos caminhos interiores mentais, dissecados às vezes até à exaustão linguística, e mesmo sendo americanas sentimo-las dentro de nós. E é bom vermos em palco novos actores de entrega, lado a lado com alguns antes não actores, como o cada vez mais excelente Pedro Lima ou a cada vez mais work in progress Sofia Aparício. Tal como em «Socos», também de LaBute, o Teatro Aberto aposta visionariamente na nova comunicação, desprendendo-se inteligentemente dos clássicos não clássicos do teatro independente tipificado.
Vem aí «A Forma das Coisas», no ciclo LaBute, já editado em DVD no nosso país- e que belo filme! - e será certamente mais um espectáculo a não perder.
Ao assistir a estas viagens interiores, mais separei as águas entre o suficiente menos «Lost in Translation», de Sofia Coppola e o excelente e odiado «Brown Bunny», de Vincente Gallo: enquanto que a colegial Coppola corta o seu filme com planos fixos de túneis em Tóquio mais os arranha-céus em velocidade de luz on/off, autêntico exercício universitário manipulador chapa 3, Gallo deixa o ar vazio ser cinema - a sua nudez de autor - e fornece o oxigénio para que o respirar da audiência individualmente e em conjunto (e é por isso que será sempre bom ir ao cinema) cole no filme a história da viagem interior a que nós, como espectadores, todos temos direito.

Quinta-feira, Abril 08, 2004

Venha o dIABO e Venha ao dIABO!

Informa-me o Paulo Dias, encenador da Animateia, que a adaptação teatral de «Venha o dIABO e Escolha» já tem data marcada! A estreia será a 20 de MAIO.

As restantes representações estão marcadas para os dias 21, 22, 28 e 29 de Maio e 04 e 05 de Junho, sempre às 21h30, nos Recreios da Amadora.

É sempre bom para o autor conviver (em carne e osso!) com os seus fantasmas.

Segunda-feira, Abril 05, 2004

AGENDA UTÓPICA POSSíVEL PARA UM FUTURO PRÓXIMO - do you wanna ride? booking

20_04 Keane Razzmatazz Barcelona. :)

28_04 Portugal: Uma Comédia Musical estreia enc:António Feio mús:Sérgio Godinho. :) (a 24)

20_05 Venha o dIABO e Escolha... estreia enc:Paulo Dias, Recreios da Amadora. :)

28_05 Paul McCartney R 'n'R Lx. ok?

29_05 Peter Gabriel R 'n'R Lx. ok?

03_06 Paul Weller Royal Albert Hall Londres. :)

11_06 Fatboy Slim SBSR Lx. :( :)?

29_06 Etienne Daho Zénith Paris (e talvez, TALVEZ com Charlotte Gainsborough in duo «If»!!!). ok?

16_07 Darkness(!) + Iggy Pop & The Stooges F.L. Lx. ok?

17_07 David Bowie F.L. Lx. ok?

keane_20_04_barcelona

Keane - Somewhere Only We Know


I walked across an empty land
I knew the pathway like the back of my hand
I felt the earth beneath my feet
Sat by the river and it made me complete

Oh simple thing where have you gone
I'm getting old and i need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and i need somewhere to begin

I came across a fallen tree
I felt the branches of it looking at me
Is this the place we used to love
Is this the place that i've been dreaming of

Oh simple thing where have you gone
I'm getting old and i need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and i need somewhere to begin

And if you have a minute why don't we go
talk about it somewhere only we know
this could be the end of everything
so why don't we go
somewhere only we know

Oh simple thing where have you gone
I'm getting old and i need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and i need somewhere to begin

And if you have a minute why don't we go
talk about it somewhere only we know
this could be the end of everything
so why don't we go
somewhere only we know

this could be the end of everything
so why don't we go
somewhere only we know


Quinta-feira, Abril 01, 2004

we love football

coe

Ora aí está uma boa notícia verdadeira para começar este Abril.
Li «A Casa do Sono» há 2 Verões (ou seriam 3?) e descobri este novo autor britânico, Jonathan Coe. Procurei «Os Anões da Morte», sobre os inícios de uma banda rock, com todos os seus armários esventrados, e fiquei fã. Aclamado por «The Rotter's Club», Coe, em «A Casa do Sono», escreve sobre a intriga da memória e as oportunidades passadas, os passos perdidos e as mentes vagueantes, a crítica de cinema e aqueles que nunca dormem... «A Casa do Sono» é um labirinto que faz o leitor vasculhar mentalmente as páginas do livro à procura de pistas para o entendimento. Ou seja, é como um bom livro que nos desafia deve ser, jogando-nos do passado ao presente em apenas algumas linhas trocadas. E é estranho (ou não) como nos identificamos com aquelas personagens... Sim, sim, é um «tudo-nada» esquizo! A reler brevemente.

Terça-feira, Março 30, 2004

russo

é o maior compositor brasileiro da geração de 80, nenhum outro ou outra baladeira lhe chegou aos calcanhotos, cá a velha mpb continua a mandar no gosto ainda por cima servindo de base de apoio ao axé de derivados que estão nem aí para nos azucrinarem os ouvidos, com ou san galo, lá virá o roque in/out rio tejo ordem e progre$$o para este cantinho fazer cada vez menos sentido per si, ainda nos valha o futebol, ao menos os nossos novos emigrantes milionários tem a sua origem à frente na testa cada vez que goleiam e derrotam adversários, sim mas o renato avisou-nos há tempos da geração coca-cola e eu tou nem aí, farto dessas homo-logações prequianas que não apontam ao coração maquinado das vidas das coisas, todo o génio tem seu defeito, ?quem me dera ao menos uma vez... , somos todos índios? ou não somos nada índios hoje em dia? mas é claro que o sol vai nascer outra vez este russo anda mesmo a pedi-las, pudera, tão pouca gente deste lado que o conhece, reconhece, imagina só, a legião será lenda, stonewall celebration fait divers italian romantic de sangue súor e lagrimas verdadeiras de cruxificação, a conexão foi denunciada, todos os países do mundo também reduzidos à sua inoperância social, haverá sempre alguém com fome mas sim sim os titãs que não voltaram - de modo algum! - também avisaram que a gente não quer só comer a gente também quer educação e arte mas não sei se alguém ouviu/ligou/desligou a tempo para que o novo verme da verdadeira revolução apátrida apartidária sem balança balanceada e demagoga tivesse a sua maioria barulhenta ao comando do destino, esse sim ao qual renato fugiu e conquistou, eternizando-se sem precisar da lenda do manto da ressurreição, mesmo que muitos o julguem enterrado, não, ele ficou a pairar, vivo onde quer que o evoquem, mas dizia eu ele, as suas canções, andam mesmo a pedi-las - será?...

Segunda-feira, Março 29, 2004

santos e pecadores...





Costello: Who's on first base?
Abbott: Who's on first!
Costello: Who?
Abbott: Yes!

Sábado, Março 27, 2004

REAL SOCIAL

Hoje, o clube de futebol português com o maior historial de ligação à música rock (o SCP, claro), promove um encontro de músicos no seu novo estádio, patrocinado por uma bebida também ela com algumas ligações presentes a eventos musicais (a Sagres, mais ou menos claro). Antes do jogo Sporting - Paços de Ferreira, músicos e alguns futebolistas conviverão num jantar volante organizado pelas duas entidades supra-citadas. Depois da iniciativa Moda e Futebol, aquando do Sporting-Porto, chegou a hora deste Rock'n'Bol Alvalade XXI. O melhor é ir conferir. Aparecer. Ontem, no after-party da noite 2 da Moda Lx, o Champagne Club fervilhava por todos os poros, e não era por causa disso que estão a pensar... Vi pessoal dos Toranja e OIOAI (juntos no palco e nas festas?), muita gente do Norte, amigos de longa data, press-people, Fashion TV incluída - a cuja câmara resisti e não vociferei «I LOVE FASHION TV!», mantendo um certo ar... - empresários e estilistas e modelos e organizadores, todos em súor colectivo, fumo no olhar e alegre cavaqueira. Reparei num pormenor: a maior parte das raparigas portuguesas apanhadas pelo cameraman da FTV ficavam de braços cruzados e pouco à vontade. Hmmm... Where's the party? Antes a passagem da Lion of Porches ganhara logo pela música escolhida, que disparou com Joy Division, passando depois por Scissor Sisters e alguns oldies, incluindo Elton disco. Também o Amo-te Chiado esteve em festa, com a boa música do Luís Leite e a simpatia do Pedro the owner. Folgo em saber que o seu projecto vai de vento em pôpa, ao ponto de a TV estar agora em 2º plano. Boa Pedro! As video e foto câmaras estão por todo o lado. Hoje à noite a temperatura vai descer anda mais... Ska nevasse!

PS - A paranóia começa lentamente a instalar-se: depois dos óbvios Rock in Rio Lisboa e Euro 2004, já se tendo passado pelo 13 de Maio em Fátima e outros festivais, agora é a meia-maratona e LIsboa com os seus 30 mil participantes na emblemática travessia da ponte 25 de Abril que suscita a apreensão. A vós, não posso dar garantias, mas garanto-me que todas estas conjecturas estão way ahead their wildest dreams...

Sexta-feira, Março 26, 2004

WAR POETRY

Passou o Dia Mundial da Poesia, porventura alguns professores, nalgumas escolas dispersas, «obrigaram» os alunos a escrever um poema. Vivemos tempos de guerra. Aproveitei para voltar a um dos discos da minha vida, «The Ballad of Etiquette», 1981, um disco onde Richard Jobson, muito bem acompanhado por Virginia Astley (e não só...), interpreta poesia «de guerra», i.e., poesia criada em tempos de guerra do velho Império. Perdido numa mudança ou empréstimo a terceiros, «An Afternoon in Company», de 1984, é o disco que gostava de ouvir agora, embora difícil de encontrar, em vinil. Chamo-o da Alemanha, de uma segunda mão, e ao esperar a resposta imagino-o tal vinil voador, que mais dias menos noites há-de pousar no meu prato e fazer as minhas próprias delícias auditivas, e, porque não, «palatativas», de preferência com um copo de vinho francês (desculpem lá, mas...) a acompanhar. Do lado de cá do blog.
Saibam mais sobre estes deliciosos discos aqui.

Quinta-feira, Março 25, 2004

BRAINWASHED BY AMALIA

A RTP1 tem exibido, late night, altas pérolas do seu - e nosso - passado televisivo. Desde o brilhante Festival da Canção de 1975, tipo Festival da Canção Nossa, Cooperativa PT, até flashes do antigo Zip Zip, passando pelo que está a passar agora: Amália ao Vivo no Coliseu, aquando da sua condecoração, pelo Estado Português, com a Ordem de Santiago de Espada, a mais alta distinção. «Povo Que Lavas no Rio», com poema digno de Cave, continua a emocionar...
Ao falar de «Fado Tango», e de seu autor, Amália diz que se chama «Fado Tango», mas que é um fado que nada tem a ver com tango... Corrigindo logo depois:"Se calhar até tem! É tudo a mesma miséria...".
Amália continua a brilhar, a seu modo popular, esperta que nem um raio! O que mudou entretanto nos ícones deste país? Símbolos nacionais dos nossos tempos? Aqueles cuja «alma» está mais bem cotada na bolsa de valores nacionais e internacionais...
Amália, para que conste, não era nenhuma diva. A verdadeira inspiração e arte nada têm a ver com showbusiness.

DEPOIS DE AMANHÃ

Hoje estive com o Nilton no Zoo. Adivinhava o pior... Depois dos Delfins se terem tornado na grande referência para os legisladores do «Levanta-te e Ri...», já uma referência clássica - com uma especial ressalva para as gentes de Castelo Branco (Ah grande cidade!) - cheguei ao Zoo constipado e febril, depois de um debate longo na noite anterior com um jovem leitão regado a mil cores. Na realidade não ia «de pé atrás», já tinha estado com o Nilton e já conhecia o seu trabalho há algum tempo, e sabia perfeitamente que o seu humor é inteligente, non sense q.b. e nada gratuito, ao contrário de alguns outros.
Enfim, o resultado vão poder vê-lo daqui a alguns sábados, pela meia-noite, na SIC, e garanto-vos que estão ali momentos de humor que não serão para todos. Até porque alguns desses momentos resultaram bastante talk-weird, absolutamente sem senso comum aparente. Ou seja, sentem-se e sorriam...
De aventura em aventura, desde a regenaração br, as surpresas são diárias. Depois de amanhã, sexta-feira, a passerelle espera-me. O resto não conto. De qualquer modo, acho que o WFD antecipou o evento... Prestidigitação?